8 de setembro de 2016 Felipe

Adeus Pote de Sopa

A artista plástica Olivia, a Whippet | Foto: Alessandra Haro

(O publisher entendeu que a arte acontece no tempo da artista)

Há tempo para a arte? Preparação, técnicas e repertórios são importantes, mas, o que fazer quando a arte aparece do nada, em um rompante criativo? Esse contraste aparece em “Adeus Pote de Sopa”, a nova obra de Olívia, a Whippet.

"Adeus pote de sopa" (Cenoura, gengibre, plástico) - 2016

“Adeus pote de sopa” (Cenoura, gengibre, plástico) – 2016

Esta obra nasceu da curiosidade nata da artista. Aproveitando um momento de rara tranquilidade no ateliê, Olívia aproveitou um pote de caldo de cenoura com gengibre em cima da mesa para fazer esta obra. Rápida, contrastante e visceral, “Adeus Pote de Sopa” é a primeira incursão da artista no Expressionismo abstrato.

Assim como “Lixo” e “Bromélia“, esta obra traz o efêmero como elemento chave. Afinal, uma vez vista e limpa, a obra deixa de existir. Como um prato ou uma música ao vivo, “Adeus, Pote de Sopa” foi apreciada somente por quem estava lá.

"Adeus pote de sopa" (Cenoura, gengibre, plástico) - 2016

“Adeus pote de sopa” (Cenoura, gengibre, plástico) – 2016

Finalmente, Olívia enfrenta o fetichismo do alimento, tão presentes nos dias de hoje. O título da obra é uma referência à famosa sobremesa do italiano Massimo Bottura. Além disso, questiona os tempos de gourmetização em torno da alimentação simples e popular.

Não há crowdfunding que resista às provocações desta jovem artista.

"Adeus pote de sopa" (Cenoura, gengibre, plástico) - 2016

“Adeus pote de sopa” (Cenoura, gengibre, plástico) – 2016

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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