30 de junho de 2016 Felipe

Bromélia

A artista plástica Olivia, a Whippet | Foto: Alessandra Haro

(Olívia sinalizou que está bem incomodada com a lentidão do seu publisher na liberação de suas obras)

Brotamos, nascemos, crescemos e morremos. Esta regra da vida, na cabeça de Olívia, pode ser encarada como um ciclo. Partindo desta premissa e do experimento com diferentes matérias-primas, nasce seu novo trabalho: “Bromélia”.

"Bromélia" (flores e plantas) - 2016

“Bromélia” (flores e plantas) – 2016

Esta obra segue a tendência de “Lixo“. Trabalhos grandiosos e multissensoriais, onde o público pode não apenas ver o que está exposto, mas também cheirar, tocar e, porque não?, conectar-se de forma sentimental com a peça.

Neste trabalho hipermidiático, Olívia propõe que a vida pode brotar em qualquer lugar. Do lugar original, o próprio vaso agora desconstruído na mesa de jantar, passando pelo chão de piso frio. Finalmente, o sofá, aquele mesmo de “Lixo”, recebe duas bromélias. Neste momento fecha-se um ciclo. O fim e o começo dividem o mesmo lugar.

"Bromélia" (flores e plantas) - 2016

“Bromélia” (flores e plantas) – 2016

Olívia aproveita para, mais uma vez, confrontar o establishment. Ao espalhar sua obra por toda a casa, a artista mostra o verdadeiro conceito de “pocket forest“. Esqueça espécies confinadas e organizadas em pequenos espaços em meio ao concreto. A verdadeira floresta de bolso espalha-se de maneira selvagem pelas residências, sem fazer distinção de móveis e espaços.

Genial.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (2)

  1. Maria Cecília Sampaio Lacerda

    Que maneira mais desprendida de lidar com a bagunça dos outros. Deixar o outro ser feliz e ser também. Adorei Felipe.
    Beijo
    Cecília

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *