Nessa residência, só um lado tem direito à tranquilidade durante a reflexão. E não é o adulto.
Outro dia, fui ao banheiro, fechei a porta e sentei no vaso. Meio segundo depois, escuto o som crescendo de uma corridinha e três batidas na porta.
— Papai, que tá fazendo?
— Cocô, Samuel!
Escuto a corridinha pra fora do quarto e uma frase: “papai tá fazendo cocô, mamãe“.
Agora, outra corridinha de volta à porta do banheiro.
— Já acabou, papai?
— Não, filho.
— Tá. Faz xixi. E pum também.
— Pode deixar, Ieiel.
Passa um segundo e ouço mais três batidinhas na porta.
— Acabou, papai?
(Saí do banheiro dois minutos depois)
—
Alguns dias depois, estamos nos preparativos do banho do Samuel.
Como sempre, ele vai pro quarto para fazer cocô e pede que eu o espere no banheiro, no lado oposto do corredor. “Fica aí enquanto eu faço cocô“.
Três minutos se passam e eu pergunto se ele já acabou o trabalho.
— Tô fazendo.
Mais três minutos e eu repito a pergunta.
— Ainda não, estou fazendo!
Espero mais um pouco e resolvo mudar a abordagem.
— Filho, quanto tempo você precisa pra terminar de fazer cocô?
— Um mês!
(Ele já tinha acabado e estava enrolando para tomar banho).
Cleuza Repulho
Kkkkk amei esse Samuel é tudo de bom bjuuuuu
Anna
Adorei! Delícia acompanhar as histórias desse garoto esperto e sabido.