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Cosby | Felipe Menhem
12 de fevereiro de 2015 Felipe

Cosby


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Cosby, o cão

Eu não sei quantos anos o Cosby teve. A Dra. Luciana disse que ele tinha sete. Quando fizemos o ecocardiograma pré-castração, ela olhou o resultado e deu mais uns quatro de lambuja. Um outro veterinário olhou e falou “é… acho que tem uns 14”. Eu e Carol decidimos não levá-lo em nenhum outro, porque poderia ser uma progressão geométrica e até 14 tava bom demais.

Eu não sei qual era a raça do Cosby. Eram tantas raças naquele emaranhado de pelos que eu e Carol determinamos que ele seria um “Blend Brasileiro”. Porque a gente olhava por um ângulo e via um Labrador. Por outro, era um Border Collie e de perfil tinha parecia um Whippet. Então convencionamos que ele era um Blend Brasileiro. “Blend” é chique, mais refinado que Vira Lata e mais pessoal que S.R.D.

A gente não sabe qual foi a vida do Cosby antes. A Mayara o achou perambulando na Saúde, com peitoral. Ou ele fugiu ou algum sacana o abandonou. Ela o levou na Dra. Luciana, que fez o primeiro diagnóstico. “Tem problema de coluna, talvez tenha sofrido cinomose, talvez tenha sido vítima de maus-tratos”. Guto e Mayara colocam a foto do cão no Facebook. Rúbia faz a ponte entre eles e a gente. Bingo! Cosby ganha uma casa nova. Isso em 30 de janeiro de 2014.

(Aliás, Cosby se chamou assim por acaso. Dias antes havia visto essa entrevista maravilhosa do Bill Cosby contando suas aventuras como baterista. Fossem pelas últimas notícias do humorista, o nosso Cosby teria um nome diferente.)

Dali pra frente, a gente só sabia como seria sua vida a partir daquele dia. E foi um período de muito aprendizado. Tivemos que conquistar o cachorro, pouco a pouco. Quando vimos, não era a gente que ia atrás dele oferecer carinho e sim o contrário. Cosby mostrou-se ser muito bonzinho, embora desconfiado. Relativamente adestrado, não fazia xixi dentro de casa e aprendeu os novos truques da adestradora com alguma facilidade. Não que tenha sido super fácil. Sua audição era horrível e o problema na coluna certamente o incomodava. Ele praticamente não tinha força nas patas traseiras.

A última foto do Cosby, no domingo

A última foto do Cosby, no domingo

Imaginamos que ele teria a expectativa de vida canina, em torno de 15 anos. E isso significava mais oito, seis ou só um ano de companhia. Resolvemos aproveitar o momento. Não raro, eu e Carol colocamos o Cosby como prioridade. Entendemos as suas limitações e quando a coluna começou a incomodar, começamos a carregá-lo nas escadas entre o apartamento e a portaria. Mas isso não era problema, mesmo com sua condição piorando pouco em pouco.

No fim do ano, ele foi passar férias em BH na casa da Semira, avó da Carol. Fomos buscá-lo no último fim de semana, e no domingo, dia de ir embora, ele estava muito prostrado. Levamos à clínica veterinária que sempre atendeu a Naomi, fizemos alguns exames, ele tomou um anti-inflamatório, a veterinária vetou a viagem. Deixamos ele em casa e voltamos pra São Paulo. Na segunda, ele piorou novamente e precisou voltar para a veterinária.

Não houve melhoras de segunda pra hoje. Problema motor crônico, pulmão e coração também já meio baleados. Não há muito o que fazer. Eu e Carol discutimos, pensamos, ponderamos. E nosso sofrimento não tinha que ser maior que o dele. Não havia sentido fazer o Cosby sofrer por uma melhora que não virá. Tomamos a decisão mais drástica.

Confesso que não é uma decisão fácil determinar o fim da vida de alguém. E, depois da Naomi, não esperava sofrer por causa de cachorro em tão pouco tempo depois. Mas eu não gosto de olhar desse jeito. Eu prefiro acreditar que conseguimos oferecer um restinho de vida muito digno para o Cosby. Não faltaram carinho, dedicação e paciência. E, pra gente, o finzinho de vida dele não deveria ser de dor e sofrimento. Muita gente fala que fomos “anjos na vida dele”. Pode até ser, mas pra mim, fizemos o que tinha que ser feito.

E eu não sei como é o céu dos cachorros. O que eu sei é que o Cosby vai fazer uma falta danada aqui embaixo.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (6)

  1. Chico Rulez!

    Lindas palavras; fui dar um abraço na Pepê assim que terminei de ler. Força pra vocês. Certeza que ele foi feliz ao seu lado.

  2. Guto

    Malditos ninjas cortadores de cebola, ficam perturbando aqui na frente do computador enquanto eu leio.
    Eita coisa boa na vida de todo mundo, o Cosby. Que bom saber que ele teve um ano tão feliz com vocês – não poderia ter ganhado donos melhores.
    Que bom que tivemos a chance de vê-lo no fim do ano, lá na Luciana. A gente fica só na saudade… mas o céu dos dogs tá em festa hoje 🙂

  3. Daniella Alvarenga

    Felipe, tenho certeza que fizeram a vida dele ainda melhor e espero que guardem, felizes, as lembranças com ele. Acredito que os cães tem um dom lindo de nos fazer bem e trazer tanta alegria, mas uma hora partem para nos assistir de outro lugar. Bjs em vcs!

  4. eti

    Essa maldita cebola esta aqui no embarque de Congonhas também. Lembrando que nos primeiros dias achamos que ele era surdo ou altista. Era um bom cão. E não poderia ter um ultimo ano melhor. Beijo.

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