30 de dezembro de 2016 Felipe

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John Oliver explode 2016

Demorei um tempo vendo o que foi o meu 2016 antes de começar a escrever e fazer essa reflexão. Tem gente que não gosta dessas reflexões, acha uma bobagem. Eu discordo, já disse mil vezes. Fins de ano são ritos de passagem pra mim e acho muito importante a gente ver o que acertamos, erramos e passamos. Acaba servindo de aprendizado, né?

E 2016 foi um ano bom?

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Depende. Não fiquei doente, me cerquei de pessoas ótimas, conheci gente nova, me reaproximei de amigos e amigas que andavam afastados, pude ir ao SXSW e me descobrir lá, trabalhei direitinho e dentro do que consegui. Ouvi muita música e descobri muitos artistas novos. Eu e o Caio fizemos QUARENTA E SETE edições do Ainda Sem Nome. Acho que melhorei um pouquinho mais como fotógrafo. Então pessoalmente – ou no lado produtivo da coisa – foi um ano bom.

Mas 2016 foi um ano merda por causa do golpe, da cassação da Dilma, desse discurso maquiado da “não-política”, pela quantidade de gente bacana que morreu, pela descrença das pessoas em relação ao mundo hoje. E fiquei impressionado como cada notícia ruim, cada pequena contrariedade foi me minando. Não sei se é a idade, mas antigamente eu achava que essas coisas não me afetariam (tanto). Hoje afetam. E nesse ano em especial, bagunçaram muito a cabeça, que ficou se questionando se a gente tem controle das coisas de fato, se a vida pode ser mais simples, qual é o sentido de tudo. Não é fácil.

Não é fácil, mas a gente tem que se virar de alguma forma. Simplesmente dar as costas e não ligar pra isso não adianta. Não vou parar de prestar atenção nas coisas que me rodeiam, mas eu posso tomar conta dos sentimentos e de como esses fatores todos me afetam. E aí, pra um 2017 sem tantos sustos, a solução talvez seja…

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… ter menos medo e mais amor. Ou transformar o medo em amor. Vamos tentar fazer esse ser nosso mantra. Não tenho o controle de tudo, mas pelo menos isso eu posso tentar controlar.

A gente se vê ali em 2017.

Fiz esse post escutando essa música em loop.

“Walk that line, torn apart
Spend your whole life trying
Ride that train, free your heart
It’s midnight up in Harlem”

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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