30 de setembro de 2013 Felipe

John Mayer em São Paulo (e no Rio também)

John Mayer em São Paulo | Foto: Stephan Solon - XYZ Live

Minha tia Cláudia defende a seguinte teoria: É melhor andar à toa do que ficar à toa. Deu certo uma vez em Roland Garros e deu certo mais uma vez no show do John Mayer aqui em São Paulo.

Tudo começou quando compramos ingressos para o Rock in Rio. Era véspera do nosso casamento civil, uma correria só, mas logramos sucesso. Assistiríamos o John Mayer pela primeira vez na Cidade do Rock. Dias depois, o show de São Paulo foi confirmado. Assustados com o preço, 240 dilmas, eu e Carol protelamos a compra.

Um adendo, eu comecei a ouvir e respeitar o John Mayer em 2005 ou 2006, acredito. E nem foi com os discos “solo”, mas com o seu trio. Parte porque a música é boa, parte porque o baterista era o Steve Jordan. Antes disso, achava o cara meio parecido com o Dave Matthews – posto ocupado com louvor pelo Philip Phillips atualmente – e com letras muito melosas, pop para meninas.

Outro adendo, quando eu e Carol começamos a sair descobrimos o interesse em comum pelo John Mayer e em especial por “Vultures”, a música que tem o som de caixa mais legal do mundo. Foi apenas a melhor forma de nos aproximarmos. 🙂

Enfim,no dia 19, data do show de São Paulo, resolvemos tentar ir na tora. Saí do trabalho e liguei pro Plauto, pra saber se ele conhecia alguém que poderia estar vendendo. A melhor coincidência, ele estava trabalhando no show. “Vou ver, mas vem pra porta, sempre tem alguem vendendo”. Quando descemos do metrô no Tietê e estávamos pra entrar no táxi, a maior sorte, Plauto me liga e diz: “Consegui duas. Chega aqui e me encontra”. São Plauto!

Nos encontramos e pegamos o ingresso. Nesse meio do caminho, acabamos apenas ouvindo o show do Phillip Phillips, mas dane-se. Foram uns 20 minutos até o show começar. E que show! 2h40 de repertório incrível e uma banda excelente! (Não tinha Steve Jordan, mas tinha Aaron Sterling. O baterista é muito bom, põe o groove no bolso e vai embora).

Dá pra perceber que o John Mayer está mais solto e se cobrando menos. Alguns arranjos estão mais graves, ele está cantando em um timbre mais baixo, provavelmente por causa do problema nas cordas vocais que ele enfrentou alguns anos atrás. “Waiting on the World to Change”, por exemplo, ficou com os vocais com muito groove, melhorando uma música já incrível. Carlos Ricketts e Tiffany Palmer, a dupla de backing vocals, dão o suporte necessário pra ele. No total, foram 24 músicas no setlist e pra mim nada ficou de fora. Saímos de lá de alma lavada e levíssimos. Aposto que o John Mayer também, dada a cara de felicidade e a eloquência no palco.

O ponto ruim foi a luta pra achar um táxi. Tema de um post futuro.

Rio

Ficamos tão empolgados com o show que resolvemos encarar a estrada e aproveitar o ingresso do Rock in Rio. Vimos um show bem mais curto, que serviu de ligação perfeita para o show fraco do Phillip Phillips e a apoteótica performance do Bruce Springsteen.

Sobre o Phillip Phillips: Falta muita gordura ainda. Os trejeitos do cara são assustadoramente iguais aos do Dave Matthews e isso não é legal. A imensa maioria do público só conhecia “Home”, a “música da novela” que tem um refrão chiclete. Pra piorar, ele fez versões tão bizarras de “Let’s Get It On” e “Thriller” que tive vontade de deitar em posição fetal no gramado artificial da Cidade do Rock.

Sobre o Bruce, apenas: assista ao show mil vezes. “Spirit of the Night” foi praticamente uma missa ecumênica. “Vocês estão sentindo o clima?” Claro que sim, velho! Obrigado pela sua energia!

Pra finalizar

A escolha de andar à toa em direção ao Anhembi e para o Rio de Janeiro foi acertada. Ganhamos um par de ingressos em posição privilegiada em um e um excelente fim de semana na praia em outro. 🙂

Além disso, espero que o John Mayer cumpra a promessa de aparecer mais vezes no Brasil. Mas não precisa vir todo ano, pra não virar arroz de festa. Se forem apresentações bienais com essa energia toda, eu fico bastante agradecido. E a Carol também. 😉

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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