25 de abril de 2013 Felipe

Curaçao (3) – As praias

Deck no meio do mar em Porto Mari

Se quiser, leia sobre o país, sobre as comidas e Willemstad.

Segundo nos explicou Axel, agente da (maldita) locadora de carros, a maioria das boas praias de Curaçao estão localizadas na costa sul da ilha. E conforme vimos em alguns sites, algumas delas são pagas.

Antes, algumas considerações sobre as praias. Não fomos para Curaçao para caçar praias, no estilo Rolé SporTV. Como o hotel tinha uma praia muito boa, em alguns dias preferimos ficar por lá mesmo.

São as praias mais silenciosas que já estive. Não sei se por conta dos holandeses, a maioria esmagadora de banhistas, ou se é a tradição local. O fato é que para nós causou um pouco de estranheza no começo. Nenhum cara gritando “Olha o picolé, picolé é dois reais!” ou “Olha o Mate e o Bishhhhcoito Grôbo!” Deve ser por isso que a maioria dos frequentadores vai para dormir, ler e praticar o mergulho contemplativo (existe isso?). A mala de qualquer banhista era composta de livros (iPads, kindles), um isopor com cervejas e belisquetes além de snorkel e pé de pato (Carol pularia esse, afinal ela não é tão fã de peixinhos). Os holandeses chegam na praia, espreguiçam e ficam tostando. 40 minutos de um lado, 40 minutos de outro, 40 minutos de observação da vida marinha, uma cerveja e repita a operação até julgar conveniente.

Sobre as praias: Lindas, de águas cristalinas e suportavelmente frias e muitas pedras. Vimos que muitos dos praticantes de snorkel usavam sapatinhos de borracha para entrar no mar. No começo achei frescura, depois vi que é útil de certa forma.

Blaubaai

Blaubaai

Blaubaai

Foi a primeira praia que fomos, assim que alugamos o carro. Achamos meio que por acaso, porque não estávamos familiarizados com nada no país. Viramos à esquerda na estrada, fomos andando até que, oh!, chegamos. A praia fica dentro de um condomínio, algo como Blue Bay Resorts e tem excelente estrutura. Por oito dólares você pode usar as dependências do local, leia-se banheiro, chuveiros e duas toalhas. Atendimento bacana, praia muito gostosa. Foi o primeiro contato com o Caribe e o suficiente para apaixonar. E foi a primeira vez que vi esses decks no meio do mar. Você nada uns 30 ou 40 metros e fica ali, estirado no deck flutuante. Bastante concorrido, embora a foto não dê essa impressão. No dia, “almoçamos” por lá mesmo, beliscando camarões, nuggets e batatas fritas com algumas Presidentes.

Nota: São cinco, as cervejas mais populares em Curaçao. As holandesas Heineken, Amstel e Amstel Bright (a Skol Beats deles), além da dominicana Presidente e da venezuelana Polar. Eventualmente vê-se uma ou outra Corona e, pela graça divina, quase nenhuma cerveja americana.

Daaibooi

Daaibooi já foi mais fácil de achar. Com um mapa e um pouco mais de desenvoltura no trânsito, chegamos lá rapidinho. Pega-se a estrada para St. Willibrordus e dobra-se a esquerda. No meio do caminho, a área dos flamingos e a própria igreja de St. Willibrordus.

Flamingo Area

Flamingo Area

St. Willibrordus

St. Willibrordus

A entrada é grátis, mas todo o resto não. 10 guildas (mais ou menos cinco dólares) por uma espreguiçadeira e uma guilda pelo banheiro. O dono do bar é uma figura. Kees van Dongen (valeu, Google!) é um holandês de uns 60 anos, cabelos longos presos num rabo de cavalo, bigode e diversas pulseiras em seus punhos. Parece saído de um filme do Ben Stiller. Estava negociando com ele as cadeiras de praia, quando ele viu Carol na areia, distante uns 30 metros, dar um passo para o lado para ver o que estava acontecendo. Ele arregalou os olhos, dizendo baixinho “Corre, que ela está brava!” para em seguida gritar em alto e bom som “He’s coming!“. Tremenda figura. Pra não perder a viagem, lá comemos um sanduíche de caranguejo (tá, era Kani, mas no cardápio estava escrito “Krab” com o desenho de um caranguejo) que será copiado em casa.

Chegada em Daaibooi

Chegada em Daaibooi

Daaibooi

Daaibooi

Daaibooi

Daaibooi

Porto Mari

Finalmente, Porto Mari, praia praticamente vizinha à Daaibooi. Pagamos dez dólares pela entrada e pelas espreguiçadeiras. Parece que uma praia de mergulhadores. No local, além do bar, há uma loja de mergulho, com aluguel de cilindros de oxigênio, roupas etc e tal. A praia também conta com um bom bar e serviço de massagista, o que é de certa forma bucólico. Ser massageado em plena praia caribenha, tomando uma Piña Colad… deixa pra lá.

O único revés de Porto Mari são as abelhas que rodeiam os chuveiros, vestiários e lava-pés. Não é legal você tirar o sal do corpo com medo de ser atacado. Uma mergulhadora brasileira nos disse que não tem problema, mas vai saber, né? 🙂

Playa Porto Mari - Curaçao

Playa Porto Mari – Curaçao

Playa Porto Mari - Curaçao

Playa Porto Mari – Curaçao

Sobre o aluguel do carro

Não tem jeito, alugar um carro em Curaçao é muito necessário. O transporte público é muito ruim e as corridas de táxi vão pesar no seu orçamento. Exemplo, do Hotel até o Otrobanda, no centro, a corrida ficaria em 15 dólares, em um trajeto de 3,6 km. Até o Landhuis Misje, do outro lado do país, pagaríamos mais de 120 dólares, só a ida. O carro, um Hyundai Accent nos custou 260 dólares e gastamos mais 30 de gasolina. Alugamos na Rida, locadora local indicada pelo hotel, e tivemos um pequeno contratempo na hora da devolução.

Hyundai Accent

Hyundai Accent

No sábado, quando foram ao hotel pegar o carro, “acharam” três arranhados, dois na lateral e um no para-choque traseiro, que estavam lá quando pegamos, mas também não foram assinalados na vistoria de entrega. Queriam me cobrar 100 dólares além dos 200 que já havia deixado de seguro. Argumentei, me devolveram 100, mas eu (e Carol, que já tinha entrado na altercação) queríamos o resto do dinheiro de volta. Não pelo valor, mas pela desonestidade. A discussão acabou com a argumentação final do gente boa, já entrando no carro: “Se vocês acham que esse dinheiro é desonesto, saibam que Deus lhe dará em dobro”. Para nós, ficou a dica de não deixar a lua de mel e a euforia obnubilarem seus pensamentos e acompanhar a vistoria do veículo. 😉

Mas, numa boa? Nem deixamos isso atrapalhar o programa todo.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (2)

  1. Pingback: Curaçao | Cabeça

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