19 de abril de 2013 Felipe

Curaçao

Um preâmbulo sobre casamentos: Todo o planejamento feito será modificado. E com a lua de mel não foi diferente. Inicialmente, eu e Carol havíamos pensado em uma viagem de 15 dias. Eu tiraria férias, ela também e iríamos para a Europa, para erotizar a cozinha italiana. Não deu. Carol trocou de emprego e aí a viagem foi encurtada pela metade. Mudamos também o destino. Dois dias de pesquisa no Trip Advisor e decidimos por Curaçao. Passagens baratas, bons hotéis e restaurantes com preços legais. Parecia ser o destino certo e realmente era. Voltamos completamente apaixonados pelo país. E as impressões foram tantas que pretendo dividi-las em algumas postagens.

Saímos de São Paulo na manhã de segunda, dia 8. 5h15 de voo até Bogotá, mais duas horas de espera e 1h20 até o Aeroporto Internacional de Hato. Imigração e bagagens recolhidas em pouquíssimo tempo e a primeira surpresa. Não há saguão. A porta da sala de desembarque dá para a rua. É quase um aeroporto de Cabo Frio, mas um pouco maior.

A segunda surpresa foi a simpatia das pessoas. Perguntei para o oficial que guarda a sala de desembarque onde poderia pegar um táxi. “Logo ali, senhor. E aproveite sua estadia”. Esta é a tônica dos locais, todos te tratam bem. Perguntam de onde você é, se é a primeira vez na ilha, se esta gostando, os lugares que vamos (ou fomos) etc e tal. Automaticamente você se sente em casa.

Curaçao - De dentro do táxi, saindo do aeroporto

Curaçao – De dentro do táxi, saindo do aeroporto

Cortamos o país de Norte a Sul e em 15 minutos estávamos no hotel. Neste deslocamento, algumas teorias que criei foram comprovadas. Os hotéis e o centro de Willemstad não representam o país como um todo. As estradas são, em sua imensa maioria, em pistas simples com um asfalto regular. Cortam aquele semi-árido, com vegetação seca e não muito alta, e dão acesso às comunidades que margeiam as estradas. Só para dados comparativos, estamos falando de um país que tem 25% da área da cidade de São Paulo e 100 vezes menos habitantes. E não há pujança. A maioria das construções é simples, algumas de madeira, alguns carros meio detonados estacionados, mas não se vê pobreza. Na maioria das vezes, tive a impressão de estar andando em alguma estrada do interior de Minas Gerais. A frota de veículos é majoritariamente composta de carros orientais, especialmente coreanos. Vi pouquíssimas bicicletas. Sobre carros: Alugar um é necessário e faz a diferença. Falo disso num próximo post.

Ficamos no Curaçao Marriott Beach Resort & Emerald Casino. Quarto com vista para o mar e para a jacuzzi, com excelente serviço, piscina e praia. Segue o esquema de hotel que eu não conhecia: Geladeira vazia. Fomos ao supermercado mais próximo e compramos algumas cervejas, vinho, sucos e petiscos. Compra bem espartana se comparada às que os americanos ali hospedados fazem.

Ah, vale dizer que 95% da comunicação foi feita em inglês, mas fiquei chateado de não conseguir aprender nenhum colóquio em Papiamento, a língua local. Alguns funcionários do hotel insistiam no espanhol, no que eram respondidos com o melhor portunhol da ilha. Mas no final, tudo dá certo.

Ainda volto pra falar sobre as praias, os restaurantes e o centro de Willemstad. 🙂

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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