6 de dezembro de 2012 Felipe

Niemeyer

Centenário de Oscar Niemeyer - Foto: Carlos Magno

Isso é meio um desabafo e um post colaborativo (Valeu, Mari!).

Certa vez, quando reclamei da Cidade Administrativa, falei que um dos problemas era o projeto do Niemeyer, que pra mim tinha cara dos anos 50. Relendo o texto, deu a impressão de que a reclamação meio de um jeito “seu tempo já deu, vovô“. Não era. Reitero que a obra parece datada e que poderia ter sido feito um concurso. Mas é um estilo, uma marca. A culpa não é do arquiteto, mas de quem o contratou. Mas isso é outra história.

Como bem disse a Mari Falcão, uma das melhores arquitetas que eu conheço, a gente tem que tirar o chapéu pro Niemeyer. “Um arquiteto que conseguiu imprimir seu próprio estilo, isso é difícil de conseguir, é difícil convencer alguém a gastar milhões numa estrutura de concreto armado simplesmente porque isso é poético, artístico“. E o mundo inteiro tirou o chapéu e reverenciou o Niemeyer. O velho comunista era importante pro mundo. Talvez nem tanto pro Reinaldo Azevedo. Vi ele chamando-o de idiota e me senti mal, meio amigo do Azevedo por ter descido o pau no velho Oscar. Não sou amigo do Azevedo e nem quero ser.

Aí lembrei da música “Gravedigger”, do Dave Matthews.

Cyrus Jones, 1810 to 1913
He made his great grandchildren believe
He could live to one hundred and three
A hundred and three is forever
When you’re just a little kid
So Cyrus Jones lived forever

Ou seja, 103 é pra sempre quando somos crianças (ou até adultos). Acho que é isso, o Oscar Niemeyer vai viver pra sempre.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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