26 de abril de 2010 Felipe

Entendendo a mensagem (literalmente)

O meu maior mantra sobre como ficar com a boca fechada já foi amplamente citado neste espaço. Para efeito de ilustração, faço a citação mais uma vez, prestem atenção:

O problema de falar é que ninguém impede que você diga a coisa errada. Acho que a vida seria bem melhor se fosse sempre como um filme. Você ferra tudo, vem alguém, manda cortar e pára a cena toda.

Pense nas coisas que você gostaria de não ter dito. Você está conversando com algumas pessoas: “Ei, você está grávida?” “Corta, corta, corta, assim não dá. Sai de novo, entra outra vez e vamos fazer a cena toda novamente. Cara, pense antes de falar.”

Pois bem, esse segundo parágrafo ilustra perfeitamente a cena que vi ontem. Estava sentado no restaurante, perto da porta, quando uma família passa. Pai, mãe e dois meninos, um de uns quatro anos e outro com não mais que seis meses de idade. Um sujeito levanta da mesa ao lado e fica impressionado com a beleza dos rebentos: “Vocês estão de parabéns, os meninos são lindos!”, ele diz, efusivo. Os pais agradecem e o cara, olhando para a barriga e as roupas – largas – da mãe, completa: “E estão animados, hein? Dois filhos e mais um a caminho!” “Não”, diz a moça, completando: “Isso aqui eu ainda tenho que emagrecer da gravidez”.

Sorrisinhos amarelos trocados, e o cara volta para a sua mesa pensando, suponho, no fora que deu. Já pensou como seria melhor se alguém cortasse a cena e mandasse ele fazer de novo?

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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