2 de março de 2017 Felipe

Uma reunião de condomínio é só mais uma reunião

Manuscripts and Archives Division, The New York Public Library. "Open Door meeting, 1929." The New York Public Library Digital Collections. 1890 - 1960. http://digitalcollections.nypl.org/items/510d47e2-7813-a3d9-e040-e00a18064a99

Eu moro no último andar de um prédio pequeno. São só cinco unidades, sendo que uma delas é um escritório de arquitetura. O bom é que você acaba ficando mais próximo de alguns e acaba encontrando todo mundo chegando ou saindo do prédio, é simples assim. Porém, prédio pequeno também tem aquilo que 105% dos moradores de prédios, sejam grandes ou pequenos, odeiam: síndico e reunião de condomínio.

Pois bem, há algum tempo fui aclamado como síndico. Notem bem a palavra, “aclamado”. Eu não queria, mas o resto do prédio achou que era a minha vez, tudo bem. A demanda é pequena, tudo é, em tese, fácil de resolver.

Até a primeira reunião de condomínio.

Foi nela que percebi que uma reunião de condomínio é como uma reunião de trabalho qualquer. Tem os que chegam no horário, tem os que atrasam. Tem os que prestam atenção, tem os que não estão nem aí. Tem os que querem colaborar, os que não querem. E você tenta navegar no meio disso tudo.

Aqui a gente havia começado bem. Já havíamos feito a prestação de contas, discutimos o problema da TV a Cabo (alô, NET, metade do prédio já mudou pro concorrente) e estávamos avançando na questão das obras quando chegou o atrasado. Não só atrasado, devo dizer. Como em um diagrama de Venn, ele se encaixou em todos grupos que gostam de esculhambar as reuniões.

Como em toda reunião de trabalho, o atrasado segue um protocolo. Depois de quebrar o ritmo do encontro, ele pede desculpas e pede uma recapitulação do que foi falado (e decidido) até então. Ao invés de ouvir para depois falar, ele prefere interromper. E em seguida, não presta atenção em mais nada.

Daí pra frente, amigas e amigos, tudo está maculado para sempre. E, juro, tentei seguir as três regras do Rework sobre reuniões:

  • Coloque um timer para 30 minutos. Quando tocar, acabou a reunião. Ponto.
  • Convide o menor número possível de pessoas (essa era fácil)
  • Nunca faça uma reunião sem uma agenda clara.

Não foi possível. A reunião durou muito mais do que o necessário e demoramos mais tempo para resolver as coisas. Mas resolvemos. Ou acho que resolvemos, porque dois dias depois, a mesma pessoa me interfonou dizendo que “conversamos, conversamos, mas não resolvemos nada”. Me deu vontade de bater a cabeça na parede.

A gente sabe que reuniões são muito chatas, mas se seguirmos as regrinhas acima e tivermos um pouco de boa vontade, o momento pode ser melhor aproveitado. Se você for o organizador da reunião, é importante que você esteja comprometido com o tempo e com o que foi combinado. Se você for um dos convidados, colaborar é importante. E se você chegar atrasado, bem, pelo menos não atrapalhe o encontro. 😉

6/52.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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