14 de setembro de 2015 Felipe

Jornalista, 10

Acabooou! Acabooou! É teetra, é teetra!

(Se segurem, lá vem textão!)

Há dez anos fui diplomado como Bacharel em Jornalismo. É uma data que significa alguma coisa, nem que seja o momento para uma rápida retrospectiva. Já estava pensando em escrever sobre o assunto e muitas lembranças apareceram depois de vasculhar os meus backups de fotos, ler quase toda a categoria “Terceiro Grau” deste blog (que vergonha!) e alguns dos materiais que produzi durante a faculdade.

Eu não sei quando/como escolhi o Jornalismo. Sei que pensei em prestar vestibular também para Arquitetura e Direito. O primeiro a sair dessa lista foi o Direito e é fácil saber a razão. Jamais teria paciência para tanta teoria. No mata-mata, acabei ficando com Jornalismo. (Embora ache que eu seria um bom urbanista).

No meio do terceiro ano, prestei vestibular como “treineiro” na PUC-MG e passei, mas não podia cursar. Na hora que estava valendo, fiz provas na UFMG e novamente na PUC. Não é assunto para esse post, mas o terceiro ano do ensino médio foi absolutamente frustrante pra mim e transferi isso para a minha preparação para o vestibular. Não consegui nada na PUC e fui para a segunda etapa do vestibular da UFMG com a nota de corte, graças ao fato de ter ido muito bem na prova de matemática e ter fechado a prova de inglês. Obviamente não passei, e aí minha primeira metade de 2001 foi dedicada à um cursinho – que também fiz de forma mequetrefe – e mais um vestibular na PUC e outro no UNI-BH. Acabei passando no segundo.

Eu, Rafael Passos, Ana Paula, Rita, Carlin e Marcelo. Fizemos essa foto para um trabalho do segundo período, em 2002, se não me engano.

Eu, Rafael Passos, Ana Paula, Rita, Carlin e Marcelo. Fizemos essa foto para um trabalho do segundo período, em 2002, se não me engano.

Sobre os quatro anos, recomendo a leitura de cada lamentação que escrevi neste blog e que estão arquivadas na categoria “Terceiro Grau”. Eu não queria ter sido meu amigo durante a faculdade, já que chatice e o #mimi foram mato no período. Foi uma tremenda montanha-russa, com períodos de descobertas, afirmações, frustrações e decepções. Tudo ao mesmo tempo. Pelo menos as matérias eram mais legais e tinham mais a ver comigo, como por exemplo rádio e fotografia. Absolutamente fascinantes.

Da disciplina de rádio saíram dois programetes: O Jesse Valadão Show e o Madrugada 98, duas tentativas de fazer humor. O interesse pela fotografia hoje é auto-explicativo, imagino. Só acho que deveria ter começado a levar a sério antes. 🙂

Em uma turma que não tinha a mais harmoniosa das relações, descobri uma meia-dúzia de pessoas que quero manter sempre perto. Aliás, a relação da turma foi assunto polêmico do discurso da oradora da turma. Relembrando o caso vejo que poderíamos ter lidado melhor com a situação. São coisas da idade. E sobre os amigos, são aqueles que distância, tempo e afins não separam.

Os episódios de frustrações e decepções foram muitos: Trabalhos idiotas e matérias defasadas, que matavam o meu interesse pelo curso. O processo do projeto de monografia, que simplesmente não andava. O exame especial na última matéria, quase no apagar das luzes.

Aos trancos e barrancos cheguei ao final do curso. Na minha monografia, que deslanchou!, acompanhei as práticas da assessoria de imprensa do Cruzeiro. Foi o tiro de misericórdia nas minhas pretensões de um dia trabalhar no clube, que era um dos desejos antigos deste escriba. Vi muita coisa esquisita e que era o contrário do que imaginava ser “o certo”. E a dissertação ficou até legal, na minha humilde opinião.

2005. Ganso, Marcelo, eu e Carlin, no dia das fotos para o convite da formatura. Todos nós estamos mais bonitos hoje.

2005. Ganso, Marcelo, eu e Carlin, no dia das fotos para o convite da formatura. Todos nós estamos mais bonitos hoje.

Tive a felicidade de colar grau no mesmo dia do aniversário de 50 anos do meu bom e velho pai. Felicidade dupla por ter sido o juramentista da colação, e por consequência, o primeiro a ser declarado Bacharel em Jornalismo da turma. Final feliz para a nossa história no UNI-BH. Depois dali cada um seguiu seu rumo.

Juramentando com emoção. Era o fim da jornada. :)

Juramentando com emoção. Era o fim da jornada. 🙂

No final das contas, a conclusão é óbvia: eu tenho um orgulho tremendo da escolha que fiz. Pouco exerci a profissão de jornalista, de estar na rua e tal, mas tenho um profundo respeito pelo ofício e pela “instituição” jornalismo. Deve ser por isso que sou um crítico eventual da profissão hoje. Eu comecei e terminei o curso trabalhando dentro de agências digitais e desde sempre trabalhei com comunicação digital, que é algo que eu gosto de fazer e acho que sou bom nisso. O ambiente digital me dá a oportunidade de usar duas características importantes do ofício do jornalista: ser curioso e saber ouvir e contar histórias. Este blog, o Ainda Sem Nome, meu instagram, o que eu pesquiso/leio/escuto/publico, são reflexo dessas duas coisas, que foram aguçadas pela faculdade de Jornalismo.

Qualquer que seja a sua profissão ou formação, esse é o conselho do jornalista que vos escreve: Seja curioso e tenha interesse pelas histórias. Com elas você consegue compreender melhor o mundo ao seu redor e isso sempre é benéfico.

E parabéns para todos nós!

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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