12 de setembro de 2014 Felipe

Minha Olimpíada do Conhecimento

Panorâmica do Expominas durante a Olimpíada do Conhecimento 2014. Foto: Miguel Ângelo | CNI

Atenção: Se você é da turma do TL;DR – too long; didn’t read – esse post talvez não seja pra você. Mas aviso, vai perder. 🙂

Título alternativo: Das experiências da semana passada. Até o começo do mês, foram cinco meses e meio trabalhando na WorldSkills São Paulo 2015. Trabalhando em cima de algo que é bem especial e gigantesco, mas que não era “tocável”. Eu planejava e rabiscava as coisas em cima de fotos, vídeos e experiências dos outros. De certa forma é legal e legítimo, uma vez que as histórias são contadas assim, vide esse post. Mas não adianta muito, se precisamos ter a experiência ao vivo.

Quarta, dia 3, chego em BH para trabalhar. Primeira vez que isso me acontece na vida. Voltar para a cidade natal a trabalho. Já conhecia o Expominas razoavelmente. Inclusive lembrei a posição do estande da Labtest durante um congresso que fizemos lá em 2007. E antes de pisar no escritório pela primeira vez, eu já sabia, bem mais ou menos, o que era a Olimpíada do Conhecimento.

Para quem não sabe, uma breve descrição. A Olimpíada do Conhecimento é o torneio de educação profissional promovido pelo SENAI e que conta também com a presença de alunos do SENAC e de Institutos Federais de Ensino Técnico. Foram cerca de 800 alunos competindo em 58 ocupações, as modalidades. De solda até jardinagem e inseminação artificial, passando por panificação, serviço de restaurante. Para chegar ali, os jovens já passaram por eliminatórias em suas escolas e em seus estados.

Por isso, nada se compara ao que senti nesses cinco dias vivenciando a Competição. Mesmo na jornada tripla: observador, expositor e espectador, foi bem divertido. Observador porque precisava ver como é a competição, o que foi feito de comunicação para ela e descobrir o que deu certo e o que deu errado. Expositor porque estávamos com um estande para promover e divulgar a WorldSkills São Paulo 2015. Afinal, os representantes da equipe brasileira saem da Olimpíada do Conhecimento. E espectador porque, óbvio, a OC é um dos lugares mais legais para se estar quando somos curiosos. E eu sou um.

Sobre o estande, acho que foi um sucesso mesmo com a fama repentina dos nossos brindes. De uma hora pra outra, todo mundo queria a nossa sacola. Nem todos conseguiram, é verdade, mas a quantidade era muito pequena. Por outro lado, houve bastante interesse pela Competição. Muita gente querendo fazer parte da WorldSkills no ano que vem, principalmente como voluntário.

A parte mais divertida foi ser espectador. Dar voltas gigantes pela estrutura montada, ver a turma trabalhando pesado em suas ocupações e entender, finalmente, o sentido de todo o trabalho que estamos desenvolvendo. Tinha muita gente andando na Expominas, de todas as idades. Todos impressionados com a estrutura. Afinal, não é todo dia que você consegue ver uma quantidade absurda de equipamentos, para os mais variados fins. Principalmente, a Competição mostra que o talento, as habilidades e a criatividade humana são extremamente diversos e riquíssimos. Como diz o Ken Robinson:

(Um) Pensamos a respeito do mundo de todas as formas que o vivenciamos. Pensamos visualmente, pensamos auditivamente, pensamos cinestesicamente. Pensamos em termo abstratos, pensamos em movimento. Dois, inteligência é dinâmica. Se formos olhar as interações do cérebro humano (…) a inteligência é maravilhosamente interativa. O cérebro não se divide em compartimentos.

E no final, acho que esse é o ponto de todos esses cinco dias de Expominas. A Olimpíada do Conhecimento é uma celebração da diversidade de talentos e da nossa criatividade. E isso é bonito demais. Bonito feito a felicidade dos competidores que desfilavam suas medalhas no aeroporto na segunda-feira. Ao meu lado no avião, estava a menina do Rio Grande do Sul que conquistou a Prata em Design Gráfico. Quando perguntei sobre a medalha, ela abriu um sorriso muito bacana.

Daqui até agosto do ano que vem, na WorldSkills São Paulo 2015, a carga e a pressão vão aumentar. Mas tenho certeza de que estou no lugar certo, cercado das pessoas certas e no projeto certo. E significa que vamos fazer o melhor trabalho possível, daqui até o final. 🙂

Ah, peguei a foto no Flickr da CNI. Tem outras fotos incríveis lá.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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