11 de março de 2014 Felipe

Talvez cinco milhões não signifique muito

Movimentando milhões

A BBC World News comemorou ontem a marca de cinco milhões de “curtidas” no Facebook com um bolo. No vídeo – e na sua descrição – ficamos sabendo que a página é mais popular na Índia, Estados Unidos, Paquistão, Reino Unido e Nigéria.

O vídeo e a postagem estão aí abaixo.

 
Quando vi essa informação dos países onde a página da BBC é mais popular, quase que imediatamente me lembrei do vídeo do Veritasium, excelente canal no YouTube.

Assistam abaixo! (infelizmente sem legendas em português)

 
Nele, Derek Muller, o criador do canal, explica o que são e como funcionam as “Click Farms” (ou “Fazendas de Clique”) do Facebook. Basicamente, pessoas são recrutadas para curtirem páginas na rede como se não houvesse amanhã. O pagamento? Tipo um dólar pra cada 1.000 cliques. Na média, cada usuário acaba curtindo umas 3 mil páginas e não engaja com nenhuma delas. O administrador acha que sua página está popular, mas na verdade não é bem assim.

Apesar de ser um mercado muito comum na internet, as Click Farms são uma prática ilegal na rede social. O Facebook – em tese – tenta barrá-las pois representam um problema para um de seus principais negócios, o Facebook Ads. Em tese, porque Derek conseguiu mostrar que mesmo utilizando a segmentação do Facebook Ads para divulgar sua página, ele não conseguiu fugir das Click Farms, que são muito comuns em países em desenvolvimento como… Índia, Paquistão e Nigéria.

Sacaram onde quero chegar? Talvez este cinco milhões de curtidas na página da BBC World News não signifique muita coisa. Corri o olho em algumas postagens e as interações são muito baixas. Das duas, uma. Ou a página caiu nas Click Farms ou a teoria do Veritasium foi confirmada mais uma vez: A segmentação e os anúncios do Facebook Ads já não são tão úteis.

No caso do vídeo comemorativo da BBC World News, ao menos vale a discussão sobre a função das redes sociais na construção das notícias. Já para os administradores de página, o desafio é tentar ser relevante em um ambiente cada vez mais contaminado. Ou seja, mesmo quando o Facebook afirma que está acabando com o almoço grátis, nem passar o prato na balança vai amenizar a situação. Será que vamos ter que mudar de restaurante?

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (2)

  1. Walter Romano

    Me parece que o dono do restaurante viu o salão cheio, aumentou o preço, mas não se ligou que precisa manter a comida quentinha e o atendimento supimpa… Que venham novas opções gastronômicas.

    • Ia comentar, mas é isso aí que eu acho.

      Eu troco de restaurante fácil, venho nesse mais pra encontrar as pessoas que pra comer.

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