5 de setembro de 2013 Felipe

Lei de Godwin à brasileira

Lei de Godwin

Você conhece a Lei de Godwin? Ela foi feita pelo advogado americano Mike Godwin e afirma que:

À medida que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de 1 (100%).

Geralmente esta comparação é feita quando quem mencionou Hitler ou o nazismo ficou sem argumentos. A Wikipédia completa com “Tais comparações costumam aparecer em discussões políticas e religiosas”.

Recentemente, tenho percebido a existência de uma derivação brasileira desta lei. Algo como “em uma discussão online, a chance de alguém citar Globo ou Veja aproxima-se de 1 (100%)”. E sou um cara de esquerda falando isso! Mas é sério, muitas vezes vejo discussões acabando no jeito fácil de desmontar um argumento, ou pelo menos nessa tentativa. De vez em quando, nem é preciso avançar na discussão, como no exemplo abaixo. Retirei de um post no blog do Flavio Gomes, sobre o provável fim da etapa brasileira da F-Indy em 2014. Observem que o camarada que cita a “Globo Esgoto” poderia ter argumentado de outras mil maneiras, mas partiu para a suposição fácil.

Exemplo da "nossa" Lei de Godwin

Exemplo da “nossa” Lei de Godwin

Não estou defendendo a emissora ou a revista, longe disso. Também não sei se isso é uma observação só minha e se ela tem fundamento. Sei de poucas coisas nessa vida, como vocês podem perceber. Mas sei que utilizar esse argumento definitivo e sem contextualização em uma conversa é praticamente passar um recibo de idiota.

Em tempo, conversei com dois amigos sobre este assunto e saíram duas excelentes sugestões. Um é algoritmo pra calcular a prevalência desta derivação da lei de Godwin em sites. A outra é um jogo chamado “Globo Golf”, onde você pega um comentário e descobre quantos níveis são necessários pra citarem “Globo” ou “Veja” (ou “Carta Capital” e “Petralhas”, se for um site de direita ;)).

(Obrigado, Zé e Ceió!)

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (4)

  1. fred

    O argumento e’ muito fraco. Em primeiro lugar, ao criticar a midia, nao se esta’ fazendo diretamente um juizo de valor do interlocutor, o que e’ bem diferente de chama’-lo de nazista.

    parte-se de um ponto de vista q a opiniao da maioria (muitos de nós inclusive) nao eh feita pela midia. mas o que ela passa entra pelos poros. as pessoas comentam, conversam entre elas e somos seres antes de tudo sociais. a influencia chega ateh nós.

    Reconheço q nao eh facil fazer um julgamento sem ela. Meu antidoto eh o seguinte: todo santo dia leio a midia normal (veja inclusive! mas tb jornal local, e aas vezes folha, estadao e o globo) e as midias alternativas q restam: carta capital e, principalmente, os blogs de esquerda, tijolaço , conversaafiada, viomundo… sem isso, a visao q temos dos fatos eh realmente a de um expectador passivo, q se nao tomar cuidado vira marionete. a busca da informacao nao pode ser passiva, pois as posicoes contrarias aa midia nao virao ateh vc.

    por exemplo, uma coisa sutil: ao inves de disuctir os muitos lados bons do atual governo (crescimento da economia, melhoras sociais, esse ultimo inclusive inedito na nossa historia ), discutem-se os lados em que o governo nao foi bem: educacao e saude.

    essa pauta eh ditada epla midia.

    em outras palavras: se vc nao le um veiculo de esqerda semanalmente entre tantos outros de direita, vc se torna um desinformado que rapidamente tornar-se-ah presa da midia, pois ela muitas vezes tem razao em coisas que critica, embora exagere, omita os erros do adversario e esqueca nossas ultimas grandes conquistas.

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