21 de setembro de 2012 Felipe

Schumacher e a rodada de Senna

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Eu lembro como se fosse ontem do Grande Prêmio do Brasil de 1994. Schumacher na frente, para a surpresa dos que estavam reunidos na casa da minha tia. Senna se esforçava para caçar o alemão, quando erra, roda e abandona a prova. A tomada do helicóptero mostrava a torcida indo embora da arquibancada G. Eu fiz o mesmo e fui jogar futebol.

Senna, que pra mim era um dos imbatíveis, errou e rodou. Isso pra mim era quase impossível. Por isso fiquei espantado. Pelo jeito, Schumacher pensava a mesma coisa.

O fato de ele ter rodado me deixou particularmente orgulhoso, porque ele tinha uma aura de invencibilidade.

Não vejo esta frase como um sinal de desrespeito e sim de reconhecimento. Precisamos parar com essa dicotomia quando falamos de Senna e Schumacher. “Ah, ele trapaceou, é o Dick Vigarista”. Admita, todos ali são um pouco e isso é um fato.

Qualquer um, eu, você, minha avó, fica orgulhoso quando consegue algum feito notável, ainda mais quando superamos alguém reconhecidamente bom.

Um exemplo simplório, quase inocente. Certa vez, em 2003 ou 2004, eu matei um dos melhores jogadores de Counter Strike da Monkey de BH usando a faca. Me senti o cara naquele momento. Depois fui perseguido e este cara me matou umas 37 vezes na noite.

A rodada de Senna foi a matada na faca de Schumacher. Um feito raro, mas possível. A diferença é que não deu tempo do troco.

Se o alemão quisesse realmente ofender nosso piloto, ele teria outras formas de fazer isso. E esta não foi uma delas.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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