13 de julho de 2012 Felipe

Muller, o comentarista paradoxal

Muller | Foto: Junior Faria - Flickr

“Véi, na boa, não sei o que estou falando”.

Tenho certeza que ser comentarista esportivo é uma das profissões mais legais do mundo. Ganhar dinheiro falando do que se gosta é o que motiva uns oito entre dez entusiastas esportivos. No entanto, nem todos são bons. Pra ser sincero, acho que a minoria é boa (ou seja, tenho chances se quiser ingressar na carreira). E alguns conseguem ser especialmente confusos, como o Muller.

Hoje, durante o café, peguei os dez minutos finais do VT de Corinthians e Botafogo. Precisei de um lance, o do pênalti corintiano, para ouvir dois paradoxos do comentarista. Seguem:

“O Fábio Santos entrou na área, o Lucas colocou as mãos em seu ombro e ele então valorizou o lance. Mas eu achei que foi pênalti”.

Quer dizer, tudo levava a crer que o Muller não concordava com a marcação, mas não. Ele também daria pênalti.

“O Chicão esperou o Jefferson escolher o canto e bateu no meio do gol”.

Se você vai bater no meio do gol, tanto faz o lado que o goleiro pula, não é?

Agora, imagine uma situação “normal”, digo, você no seu trabalho – se você é comentarista esportivo não vale – usando este tipo de argumentação no dia a dia.

“Cara, este trabalho não está legal. Acho que a diagramação está ruim, a foto está escura, tudo feio. Mas eu aprovo”.

“Esta ação está mal feita. Não tem argumentos, juridicamente é ruim. Mas você pode ganhar com ela”.

Tenho certeza que não vai dar certo. Ou não. 😉

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (2)

  1. Eu tenho preguiça de comentaristas esportivos. À medida que o tempo vai passando diminui a quantidade de comentaristas que gosto. Hoje tem dois que gosto: Maurício Noriega e Lédio Carmona, ambos do SporTV. Se limitam a comentar o jogo, o lance e falam sem fanatismos.

    O Müller eu classifico como sofrível. O Paulo César Vasconcelos é prolixo e comenta TODOS os acontecimentos, mesmo quando não é chamado. O Caio Ribeiro seria ótimo comentarista se não falasse tão articuladinho, gessado, treinado… o dia que ele falar aquele ‘papo de boleiro’ será ótimo. Parece a Mírian Leitão analisando o índice Bovespa.

    E olha que eu não sou daqueles que não vê pênalti contra o meu time. Muito pelo contrário: gosto mais de Futebol do que do meu time. Assisto qualquer jogo e reconheço o bom futebol do time que odeio.

    Eu nunca esqueço do Casagrande comentando a final da Copa de 2002 contra a Alemanha. No intervalo do jogo – 0 a 0 – ele foi enfático: “eu tiraria o Ronaldinho [fenômeno]”. Aí o Ronaldinho vai lá e faz dois gols.
    Ainda levou uma cutucada do Galvão (que todos amam odiar): “se você fosse técnico nós teríamos perdido a Copa”.

    Futebol é bom demais.

    abraço.

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