18 de maio de 2012 Felipe

Não Sou Um Anjo

Não sou um anjo
Terminei de ler “Não Sou Um Anjo”, a biografia do Bernie Ecclestone, o chefão da Formula 1. É uma história bacana, apesar da falta de cuidado na edição brasileira. Achei parágrafos repetidos, grafias erradas (“Marco Andrette”, equipe “Mac Laren”) e algumas informações desconexas também. Deslizes que pegam mal para o público aficionado por automobilismo. Ainda assim, vale a leitura.

Bernie é um cara engraçado. Em um paralelo grosseiro, ele é uma espécie de D. João VI para a Formula 1, ou seja, responsável por todas as coisas boas e ruins que aconteceram no esporte. Veio de uma simples família inglesa, vendia carros usados, negociava com todo tipo de gente e, pelas beiradas, entrou no automobilismo e revolucionou a parte comercial da F1. Seu foco sempre foi o dinheiro e por ele valia a pena correr na Argentina e no Brasil da ditadura, na África do Sul rachada pelo apartheid e, mais recentemente, no meio da revolução popular do Bahrein. Intermediou conflitos esportivos e abrandou punições sempre pelo “bem” do esporte. Com isso, transformou a Formula 1 no segundo esporte mais lucrativo do mundo, depois do futebol.

E o livro tem umas tiradas engraçadas, que mostra o senso de humor do cara. Após o fim do casamento com Slavica, perguntaram para Bernie se ele estava triste. “Estou, mas pelo menos descobri que quando chove de manhã, a culpa não é minha”.

Enfim, apesar dos erros, “Não sou um anjo” é, pelo menos, um livro fidedigno. Não te faz ter mais simpatia por Bernie Ecclestone, pelo menos comigo não aconteceu. Mas mostra um pouco dos bastidores desse ambiente árido que é a Fórmula 1.

Engraçado, ao ver a categoria “Livros”, vi que pouco escrevo sobre as literaturas recém-terminadas. Vamos corrigir isso!

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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