1 de maio de 2012 Felipe

Senna

Capacete do Ayrton Senna | Wikipedia

O dia de hoje motivou a reflexão, que poderia ser feita em qualquer outro.

Hoje, 1º de Maio, comemora-se o Dia do Trabalho e também o aniversário de morte de Ayrton Senna. No twitter, a hashtag #Senna18 fez-se presente, mostrando que “a morte do maior campeão de todos os tempos” atingiu a maioridade.

Aqui e ali pude ler aquela balela de que “os domingos nunca mais foram os mesmos”. Ô gente, menos. Se você gosta mesmo de Fórmula 1, todos os domingos foram iguais, mas em alguns deles os pilotos brasileiros não ganharam. (Já falei sobre isso nesse texto).

Senna pra mim foi um dos melhores pilotos que vi correr. O que me cansa é a canonização e a dicotomia que envolve o nosso piloto. SÓ ele era bonzinho, SÓ ele pode ser idolatrado, SÓ ele era bom. São os prós e contras de morrer ao vivo e em rede nacional.

E nesse processo o que aconteceu? Todos os outros pilotos brasileiros foram sacrificados, porque foram comparados com Ayrton Senna. Rubinho, Massa, Piquets, Christian Fittipaldi, Luciano Burti, Tarso Marques, Enrique Bernoldi, Pedro Paulo Diniz, Roberto Moreno, Antonio Pizzonia, todos eles eram bons, mas não eram o Senna para esmagadora parte do público brasileiro.

Tudo que peço para os fãs extremistas de Ayrton Senna é um pouco de tolerância. Ele era muito bom, era muito rápido, mas não era santo (ninguém é e a largada do GP do Japão em 1990 mostra isso). Ah, e uma pausa na futurologia cairia bem também, para isso, recomendo o texto do Flavio Gomes.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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