7 de fevereiro de 2012 Felipe

Eu e a Holga

A fotografia é um vício. Foi a matéria que mais gostei na faculdade e sempre flertava com câmeras alheias, até poder comprar a minha. Poder pregar o dedo no disparador da sua câmera é uma das melhores sensações que existe.

No entanto, a fotografia digital te deixa em uma zona de conforto muito grande, por conta da tecnologia e do imediatismo. Ficamos desacostumados com o esquema de medir a luz, exposição e principalmente, mandar revelar o filme.

Enfim, a vontade de ter uma câmera de filme foi aumentando e vi dois vídeos falando da Holga. Eles foram decisivos para querer ter uma. Primeiro, foi o “The Art of Photography”, um bom podcast produzido pelo Ted Forbes. Ele tem um projeto chamado “Holga Projects“, onde ele envia as Holgas para qualquer pessoa no mundo, no formato de corrente, com quatro fotos (de 12) por sujeito. O terceiro a receber, manda a câmera de volta pra ele.

E tem esta entrevista com o David Burnett, fotojornalista americano, que mostra todo seu equipamento. A primeira câmera a ser mostrada é a Holga. E ele fez um trabalho inteiro para a revista Time com ela.

Porque a Holga? Bom, fiz uma tradução livre da página do Ted Forbes para explicar. A Holga é uma câmera de plástico e feita na China. Utiliza filmes de médio formato, logo faz negativos maiores do que os antigos filmes de 35mm. A câmera tem lentes de plástico e nenhum controle, fora um sistema rudimentar de foco, um disparador para bater a foto e a carretilha para avançar o filme. (Nota, a minha vem com flash (!) como você pode ver na foto acima).

O charme da câmera é seu preço e a pouca tecnologia e fidelidade. As fotos nunca saem como você espera e não há software para corrigir nada. E isso é genial! Ou seja, atualmente tenho o melhor dos dois mundos. Uma câmera digital full-frame, onde tenho a “muleta” da tecnologia e uma câmera de plástico, onde tenho que fazer tudo.

No primeiro filme, o resultado não foi tão ruim. “Acertei” 11 de 12 fotos, algumas como vocês também podem ver na foto acima, nem tão boas assim. Mas estou me divertindo muito e aprendendo muito mais, que é o importante no final da contas.

E vou falar, torço pra vocês terem um hobby tão divertido igual o meu. 🙂

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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