11 de janeiro de 2012 Felipe

A importância de “Hello Rockview” na minha vida

Hello Rockview

O primeiro de 2012

Você tem algum disco que você se identifica muito? Eu tenho alguns e um deles é o “Hello Rockview”, do Less Than Jake. Já explico a razão, mas de primeira, digo que esse post nasceu da pesquisa que fiz para aquele post do Duff McKagan. Estava lendo seu blog no Seattle Weekly e vi um post bem interessante: Prince Is Responsible For Helping Me Learn To Be Alone. Nele, McKagan fala que o disco “1999” foi sua trilha sonora na transição entre a adolescência e a maioridade, quando saiu de uma família cheia e foi morar sozinho. Nesse tempo, um amigo deu de presente o disco gravado em uma fita cassete e todas as letras, mesmo que fora do contexto, faziam sentido e pareciam ter sido escritas pra ele.

“Hello Rockview” tem o mesmo efeito em mim, se considerarmos a época em que escutei-o, curiosamente, por volta de 1999. Nessa época minha auto-estima era bem baixa – e não há demérito nenhum em falar isso. Hoje dou boas risadas, mas não vou divagar sobre – e as letras desse disco ajudaram, de certa forma, a vencer todos os percalços de estudar em um lugar onde não me sentia a vontade, ter o rosto parecido com o Monte Fuji com tantas espinhas e uma centena de garotas bonitas estudando ao seu redor. Não foi fácil, mas eu sobrevivi. 🙂

O lance é que embora várias das músicas, que obviamente não foram sido escritas para mim, se encaixavam em algumas das situações que eu vivia e é por isso que é um disco muito importante. Tanto que escuto até hoje, embora com aquela sensação engraçada de que, quando adolescentes, somos meio bobos e inocentes demais. 🙂

E você, tem algum disco que tenha algum significado especial?

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comment (1)

  1. Meu querido,

    Eu tenho vários discos que marcaram partes da minha vida de forma indelével e, portanto, continuam sendo discos ainda marcantes para mim, não perderam seu significado.

    Citarei dois, bem diferentes entre si, em ordem cronológica.

    Listen Without Prejudice do George Michael. Eu sabia TODAS as letras de cor do então LP. Tinha acabado de virar fã do moço e adorei a virada musical e visual (ele não aparecer na capa já era uma grande mudança) que ele tinha adotado nessa época. É um álbum com algumas melancolias, um cover de Stevie Wonder e uma das minhas preferidas de cantar junto na hora de um alto astral qualquer: Freedom ’90. Recomendado. Depois, foi lançado em CD com a versão ao vivo dele e Elton John para Don’t Let the Sun Go Down on Me.

    O outro discão da minha vida é o Angelus, de Milton Nascimento. Também me enlevo por demais com esse disco todo. Tenho uma relação sentimental com ele por adorar todas as canções, por adorar a mineiridade, por idolatrar a música mineira em geral. Lembro-me de ter ido ao show de lançamento no Palácio das Artes e logo depois ganhei o LP duplo. Ainda o tenho. Talvez seja o meu disco preferido de todos os tempos.

    É isso. Ótima a ideia de escrever sobre os discos que te marcaram, meu nobre.

    Beijão.

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