7 de outubro de 2011 Felipe

Os paulistanos amam as padarias

Padaria

Na foto, o PF do dia.

(Ou, as singularidades de um PF)
Se o mundo acabar, o paulistano corre para a padaria, sério. Tirando a relação do belohorizontino com o boteco, em nenhum lugar do Brasil, vejo uma tanta confiança entre pessoas e estabelecimentos.

A “padoca” (não gosto desse apelido, registre-se) é onde o paulistano toma café, almoça e, não raro, também serve de boteco. Confesso que no começo achava muito estranho almoçar e beber na padaria. Aliás, graças ao meu DNA das Montanhas, ainda não compreende “beber na padaria”.

Hoje já estou acostumado com os PFs de almoço. E olha, deve haver alguma lei municipal que obriga todas as padarias a seguirem um mesmo cardápio. Contra-filé, filé de frango, carne assada ou calabresa são as carnes sempre acompanhadas de arroz, feijão, batata frita ou maionese ou legumes cozidos. Tem as carnes “premium” também: filé mignon ou picanha. Morar aqui me deu um amplo conhecimento sobre PFs, mas não sei se servem pratos feitos com calabresa em BH, por exemplo. Também deve ser uma lei municipal. Eventualmente sigo a lei, mas prefiro a carne assada com legumes e maionese, tal qual a foto acima.

Felizmente, todas as padarias ainda chamam essa modalidade de Prato Feito e não de Executivo, o nome “tucanado”. Mas isso é assunto pra um próximo post.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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