2 de outubro de 2011 Felipe

Screwdriver de sábado

Tarde de sábado, um calor monumental em São Paulo e você está almoçando na padaria ao lado de casa. PF de Calabresa e uma Coca Cola 600ml. De repente, dois sujeitos entram na padoca com o frango assado vendido aos sábados e sentam ao meu lado no balcão.

Um pede uma porção de arroz e “as ferramentas”. O outro só quer uma caipirinha, mas sem limão e sem cachaça. Aí eu comecei a estranhar. “Tem alguma fruta aí, fora limão? Não? Então faz aí com laranja e vodka, mas vodka boa, tipo Orloff”. O negócio começa a ficar interessante, porque eu fiquei tentando imaginar qual seria a vodka ruim.

O balconista partiu a laranja em quatro, colocou no liquidificador junto com uma dose massiva de vodka Smirnoff, umas quatro pedras de gelo e um pouco de açúcar. Provavelmente o maior Screwdriver da história da humanidade. Nesse momento, eu nem ligava pras duas batatas fritas que sobravam no meu prato. Só queria saber como iria terminar aquilo. O sujeito, com as mãos sujas de gordura, tomou o negócio como se tivesse bebendo um copo de água. Foi a deixa pra eu ir embora. E o cara ainda me disse “Desculpa aí, amigo! Boa tarde”. Vai vendo!

Nota mental: Escrever sobre a relação dos paulistanos com as padarias e a cultura do PF com calabresa.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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