21 de agosto de 2011 Felipe

O Blue Cloud


Esse é o primeiro Blue Cloud que participo. O tradicional encontro dos fãs de DKW fez sua nona reunião e dessa feita foram 95 carros. A grande maioria foi para Poços de Caldas rodando. Para os de fora, isso é coisa de gente doida. Pra mim, doida mesmo é a turma do Rio Grande do Sul que saiu de São Leopoldo em um DKW 65 e um Motorhome. 17 caras e 22 horas de estrada. No sábado de manhã já estavam tomando chimarrão e assando a maior costela bovina que já vi na vida. Perto disso, é perfeitamente normal ver a turma de São Paulo, de Belo Horizonte ou de Brasília. Carros antigos, mas em ótimo estado. Melhor que muito veículo “descartável” que tem por aí.

E é hobby de gente bem grande, já que a média de idade dos presentes é alta. Nesse contexto, Poços de Caldas é o lugar perfeito para os encontros. Sem brincadeira, achei legal ver a segunda (ou terceira) geração presente no Blue Cloud. Filhos e netos aprendendo e perpetuando a tradição. Eu fui laçado em 2004, quando compramos o nosso e meu tio levou meus primos, de três e cinco anos, para Poços de Caldas. Os dois ficaram loucos com os carros. É um pequeno passo pra começar a manter essa cultura viva, afinal, foram produzidos 150 mil DKWs no Brasil. Não é possível que menos de cem estejam em condições de rodar.

Fazendo uma mal traçada comparação, no sábado, Flavio Gomes falou um pouco sobre o Trabant, popular carro da Alemanha Oriental, que ganhou um status cool pós queda do Muro de Berlim. Os encontros dos donos de Trabi, como é carinhosamente chamado, reúnem milhares de pessoas e carrinhos. Muitos dos donos são jovens e deviam ter uns seis ou sete anos quando o carro parou de ser fabricado, em 1991. Seria legal se o Blue Cloud crescesse assim. Não para ter cinco mil carros, mas para trazer mais gente para os encontros.

E é um encontro pra quem gosta de carro antigo, de história e de boas prosas. Tem algumas fotos porcamente batidas no meu Flickr e um relato profissional no blog do Flavio Gomes.

PS: Demorou, mas a Audi do Brasil finalmente resolveu deixar claro que os DKWs fazem parte de sua história.

PS 2: E sim, pode-se gostar de carros e acreditar nas bicicletas. 😉

PS 3: Poços de Caldas é uma das cidades mais simpáticas que já vi.

, ,

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *