30 de junho de 2011 Felipe

Surrealidade 2 – No metrô

Noite de domingo, eu e Carol no metrô, indo em direção à rodoviária para aquela rotina chata de despedida e saudade. Domingo foi o dia da Parada Gay em São Paulo.

Eis que na Sé embarca um casal gay – duas meninas – e mais uma amiga. Entraram pela primeira porta e sentaram em algum lugar no meio do carro. Uma ou duas estações depois, uma moça faz o caminho contrário, senta-se perto da gente e começa a falar sozinha, mas naquela clara intenção de ser ouvida. “É um absurdo! É um absurdo!”. A mãe dessa moça chega logo em seguida e tenta acalmar a filha. As duas levantam para sair e vão conversando: “Minha filha, se acalme, isso é normal”. “Normal, mãe? É falta de tapa na bunda! E ainda param a [Avenida] Paulista pra isso!”

Meu queixo estava quase batendo no peito. Mesma coisa para a Carol. Olhamos pra trás, em direção ao casal, imaginando que, sei lá, estariam se pegando de maneira ousada. Não estavam. Uma estava sentada no colo da outra.

“É um absurdo! Junta isso com isso (batendo os dois indicadores um com o outro, como se fossem pintos) e você vê que não dá! É um absurdo!” e o metrô para na estação Armênia e elas descem.

Porque isso é surreal? Porque no Maravilhoso Mundo de Felipe Almeida, esse tipo de comportamento e preconceito não existem. Pena que estou errado. 🙁

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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