6 de maio de 2010 Felipe

A provocação e o amadorismo

Imagine se Michael Dell, CEO da firma homônima, começasse a provocar e cutucar Mark Hurd, presidente da HP, toda vez que sua empresa vendesse mais que a concorrente? E no trimestre seguinte, Hurd devolvesse a provocação? Talvez você pensaria, “Me parece que esses caras não são sérios e o negócio deles também não é”.

Partindo desse exemplo bobo, fica fácil sacar porque o futebol brasileiro não vai se profissionalizar tão cedo. Enquanto presidente se preocupar em cutucar o mandante do time adversário, ao invés de resolver problemas e liderar uma organização, a coisa não vai pra frente.

E vou falar que nesse quesito, Alexandre Kalil e Zezé Perrella são os melhores. Os dois resolveram, mais uma vez, falar pelos cotovelos ao invés de resolver problemas do clube.

O Zezé tem que usar flanelinha para enxugar o choro da festa do AtléticoAlexandre Kalil

Não ligo para o título mineiro conquistado pelo Atlético. Aliás, não aguento mais os jogadores do Atlético ligando para os do Cruzeiro para pedir alguma coisa do free shop. Só não ganhamos o Campeonato Mineiro porque jogamos com o Ipatinga com o time reserva.Zezé Perrella

Esse tipo de provocação deve ser feita pelos torcedores, não por dirigentes. E cabe aqui um registro, deve ser a enésima vez que escuto/digito/leio/falo essa frase, de tão velha. Mas eles não aprendem. Esse eterno “mimimi” dos dois não é justificável. É antigo, não melhora a gestão de um clube, desgasta o sujeito para resolver os problemas de verdade e ainda pode incitar a violência entre os torcedores.

Fossem gestores realmente profissionais, Perrella e Kalil estariam discutindo formas de tornar o futebol minimamente rentável, sanar dívidas, fortalecer as instituições, estruturar departamentos (amadores) de marketing e afins, e não com esse discurso infantil de “eu tenho, você não tem”.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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