6 de janeiro de 2010 Felipe

Dona Morte

Dona Morte - Maurício de SousaAntes, uma mea-culpa. Peço desculpas se os posts estão meio baixo astral. Mas é muita coisa relacionada, daquelas que puxam a gente pra baixo se não tomarmos cuidado. Fiquem tranquilos, eu estou. Tanto que resolvi ilustrar com a figura da Dona Morte. 🙂

Quando a gente acompanha uma pessoa lutando contra uma doença grave, estamos assumindo que a foice anda perto, bem perto. E infelizmente, a foice pode acertá-las mais rápido e mais facilmente.

O que me assusta no entanto, é a imprevisibilidade da lista utilizada pela Dona Morte. Hoje morreu a ex-namorada de um grande amigo meu. E é um choque tão grande que a gente até perde um pouco do chão. Mas não tem jeito. Seja lá quais sejam os critérios, temos que dar força e apoio pra quem fica. (Tentar) fazer o luto passar mais rápido. Não é fácil, não é bom, mas é o que podemos fazer.

Por outro lado, fico tentando imaginar o que pensa os que tem a foice como “companheira”? Pensam em sorte, falta de lógica, acaso? Ou a própria luta é tão intensa que não se tem tempo pra pensar nessas coisas?

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comment (1)

  1. paula

    Tenho as mesmas dúvidas que você, e por motivos semelhantes. E ainda acrescento o seguinte: tanta gente ruim, pouco merecedora da vida, por que não foi com eles? Pode parecer mesquinho, mas é assim mesmo.

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