2 de dezembro de 2009 Felipe

Fortalecimento

Apesar de não assistir novelas, vi uma cena em “Viver a Vida” que caiu como uma luva em uma situação familiar. Na cena, Luciana chega toda estrupiada de viagem, correndo risco de vida e – como já se sabia – paraplégica. A mãe pergunta ao doutor o que fazer e ele responde: “Vi famílias que se destruíram com uma dificuldade dessas. Porém vi muitas outras, que acharam uma oportunidade para se fortalecerem e se unirem”. Agoniada, ela insiste e pergunta se deve esperar pelo melhor ou pelo pior. “A gente sempre deve esperar pelo melhor”.

Pois é, saindo da paralisia e indo para um adenocarcinoma de células não pequenas, a situação que minha família enfrenta é bem similar. E embora parte dela não viva isso, por diferentes razões, sinto que escolhemos a segunda opção, a do fortalecimento. Apesar de alguns percalços e da gravidade da situação, eu continuo sempre acreditando no melhor. Mesmo assim, não é uma situação fácil e sem pressão. É a terceira vez que enfrento o problema cara a cara. Primeiro com a vovó e uma trombose em 95, depois com o vovô e sua diabetes em 2000/2001. Agora vem mais esse obstáculo.

A gente sabe que a batalha é árdua, mas é mais uma oportunidade de manter os laços unidos e mais fortes, porque diante de uma situação dessas, qualquer coisa é fichinha. Já encaramos um ano e, se depender de mim, encararemos outros tantos. O que me deixa confortável e de cabeça erguida é a minha fé inabalável de que tudo sempre pode acabar bem.

Vamo que vamo!

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (2)

  1. Paula

    Felipe, nessas horas o que é mais importante é somente isso mesmo: laços, amizade, conforto e união. E se vale como experiência, a força do dor é também a força do crescimento e, na minha opinião, é a mais forte que existe e fica para sempre.

    p.s engraçado como falamos de assuntos semelhantes sem termos conversado sobre isso…

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