20 de julho de 2009 Felipe

Apollo 11, 40 anos (2)

O caderno Mais! da Folha de São Paulo de ontem traz uma série de boas matérias sobre a corrida espacial e o Projeto Apollo. A que mais me chamou a atenção foi sobre a vida “pós-Lua” dos 12 que pisaram. Todos, sem excessão, tiveram problema com alcoolismo e depressão. A maioria não conseguiu sair. Os dois da Apollo 11 vivem(viveram) momentos distintos. Neil Armstrong por exemplo, não dá autógrafos e vive recluso. Já Buzz Aldrin conseguiu superar a fase barra pesada e hoje é uma das “estrelas” do programa Apollo.

Em sua autobiografia, Aldrin pergunta: “O que um homem pode fazer como segundo ato depois de andar na Lua?” E ontem estava conversando com meu pai sobre esse assunto. Pisar na Lua deve ser um soco na sua vaidade. Para Armstrong, Aldrin e os outros dez, saber que foram em um local que ninguém mais chegou – nem mesmo chefes de Estado – é de uma satisfação e importância tremendas. Porém, deve ser muito difícil fazer alguma coisa mais “importante” do que chegar à Lua. Como achar motivação para arrumar um outro trabalho?

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (2)

  1. Gabriel

    Belíssimo post!
    As discrepâncias em termos de progresso são realmente absurdas. Desconsiderando o fator tempo, perceber q a corte francesa do séc.17 vivia em condições sanitárias mais precárias do q boa parte da periferia do mundo é também acachampante.
    O progesso é majoritariamente uma ilusão criada pelo homem.
    Mas pisar na lua… Isso aí é outra onda. Acredito e assino em baixo do post. Ter a oportunidade de sobretudo visualizar, in loco, o planeta terra, solto em meio a vasta imensidão infinita do espaço, a girar. Não deve ser algo fácil de digerir realmente.
    Sugiro ouvirem Hypnotic Brass Ensemble, para uma melhor reflexão a cerca da percepção do infinito.

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