13 de maio de 2009 Felipe

Adeus

Não adianta, criamos os cachorros para o mundo. Para quem não sabe, tudo começou em Dezembro, na manhã do dia 24, quando recebi a ligação de uma moça. Ela passeava com seu whippet pelo shopping, quando meu padrinho trocou algumas palavras, comentando que eu tinha uma whippet fêmea, blá blá blá. No mesmo dia, levei a Naomi na casa dela, onde passou a noite.

21 dias depois, no começo de janeiro, o resultado: Naomi esperava cinco filhotes. Vale ressaltar que desde o começo eu sabia que não ficaria com nenhum, para o bem da relação com minha mãe. Pois bem, os filhotes nasceram no sábado de carnaval. E desde então foi uma relação de (muita) alegria e (algum e eventual) ódio. Alegria por ver os bichinhos crescendo e o cuidado da Naomi com eles. Ódio pelo fato de vencerem toda e qualquer barreira entre o quartinho e a área, o que ocasionava destruição e cansaço.

Eles foram crescendo e saindo. Primeiro, os três machos, que eram tratados pelos codinomes Piratinha, Brancolino e Encardidinho. Depois uma fêmea, a Brancolina, que foi “batizada” de Lila. Essa foi para a Carol e está uma gracinha.

Ficou a Lola, até então chamada de Yolanda, dada a semelhança com a cachorra homônima da minha tia. Tinha prometido ela para meu padrinho, que me deu a Naomi. Como ele mora em São Paulo, a logística de entrega é (era) mais complexa. E a Lola foi ficando, crescendo e se divertindo aqui em casa.

Mas hoje ela foi-se para São Paulo. Minha irmã, responsável pela entrega, disse que foi um momento de partir o coração. Mas não adianta, o apego traz essas coisas. A casa está mais calma e vazia, Naomi está mais quieta. Pela primeira vez em dois meses, posso deixar todas as portas da casa abertas, sem o medo de achar um xixi fora do lugar ou ver uma cachorra pirralha correndo para a área com uma meia suja entre os dentes.

O que me faz concluir uma coisa: Criar cachorros sabendo que vai ficar sem eles é uma sacanagem. Você cansa, se desgasta, gasta uma grana e não tem a recompensa de vê-los. Ê saudade! 🙁

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (4)

  1. Diego

    ô meu deus, que dó!
    Bem, fique feliz com o fato de que pelo menos a Lina vc ainda vai ver!! “Always look on the bright side of life” hhehe

  2. ow, tenha um filho! dura mais!
    Mas pelo menos vc aproveitou eles na melhor fase. O sonho de todo mundo num é o filhote eterno??

  3. Será que um dia serei perdoada pelo ato tenebroso de separar mãe e filha?????????? Vendo as duas choiando, uma de cada lado da porta…

    rs…

  4. Pingback: Cabeça » Lola

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