2 de dezembro de 2008 Felipe

A morte

Ontem fui ao enterro de uma tia-avó, muito querida por toda a família. Morreu de sábado para domingo, ataque fulminante, enquanto assistia televisão na sua casa. Tinha 78 anos. Os serviços só aconteceram ontem porque uma das filhas mora na Itália. Ela significava uma das coisas boas (e ruins) da nossa família, que é imensa e muito, muito unida.

Tristeza costumeira, mas semblantes tranquilos no velório. Em todas as conversas, a conclusão era a mesma: se teve alguém que viveu a vida plenamente foi ela. As lembranças mais fortes são dos almoços e lanches festivos, que aconteciam até sem motivo, que não o encontro. Mesa farta e boa conversa sempre.

Hoje de manhã, a Do Porto, figura folclórica que trabalha lá em casa, me perguntou: “Felipe, quem morreu foi a sua Tia Regina? Aquela que era muito alegre?”. Ela mesma. E só isso já explica toda a razão da tristeza e, ao mesmo tempo, aceitação da situação.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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