13 de novembro de 2006 Felipe

Dos caôs que me tiram do sério, parte 1

Resolvi partir esse post em duas partes, pra não ficar tão extenso. Fica estranho se você ler primeiro o de cima, obviamente. Mas tudo faz sentido.

Existem dois pontos que muito me incomodam. Eles são distintos, mas que acabam convergindo em algum ponto.
O primeiro é a questão da “apresentação”. Eu não sei se é questão de “criação profissional”, mas todo esse papo me irrita um bocado. Explico, com a exceção do mês onde escrevi sobre cavalos, sempre trabalhei em agências web, um ambiente muito mais solto e informal. Até a própria revista sobre o mundo equestre era informal, meu chefe trabalhava de bermuda. Ou seja, completamente diferente do que o local onde trabalho atualmente. Concordo que certos ramos e cargos precisam de alguma roupa específica, mas acho que a galera leva isso ao pé da letra. Concordo que um uniforme ou uma roupa social tenha seu valor, mas isso não é tudo. Veja bem, minha principal preocupação quando entrei aqui era com a roupa. Nunca vesti algo social no dia-a-dia, não acho que tem a ver comigo e tampouco com o cargo que ocupo. Acho que pra minha função, jeans, all-star e camisa social tá é muito bom. Também acho que cabelo grande ou barba não jogam contra a pessoa de ninguém. Infelizmente, só consegui manter a roupa, porque no começo tive que aparar os pelos. A justificativa era que “estamos em um mercado careta”, “às vezes é bom mudar o visual”, “é bom para a imagem”. Sei. Até que me provem ao contrário, a capacidade de uma pessoa passa longe de como ela se apresenta.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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