3 de outubro de 2006 Felipe

Prazer, trance

Jamais achei que poderia dizer isso, mas estou começando a desenvolver uma pequena opinião favorável em relação ao trance e suas variáveis. É bom dizer que antes minha única boa referência de música eletrônica era o Come With Us do Chemical Brothers. No mais, simplesmente recusava a escutar qualquer coisa eletrônica. Felizmente abri (e me fizeram abrir) a cabeça. Estou ouvindo algumas coisas do tal Infected Mushroom e do Skazi, duas duplas de malucos israelenses que parecem bombar aqui no Brasil. Já entendi qual é a vertente de ambas duplas e a história delas. Já é um passo. Acredito que além da opinião e sugestão de quem gosta, o All Music Guide possa me ajudar a tentar gostar disso.
Veremos.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (8)

  1. Cada post uma surpresa, agora o trance!
    É legal mesmo, rave é maneiro desde que você esteja no espírito, você sabe que eu tive minha “fase rave” e só não vou mais porque rave no Rio não presta, e porque cansei dos tipinhos do lugar, popularizou demais, virou micareta (que eu enjoei antes pelos mesmos motivos).
    Enfim, acho que você ia curtir mais uma outra vertente da música eletrônica, a house music. Musicalmente é muito mais rica, e dependendo o tipo do house, rolam umas letrinhas muito legais. Se quiser, te mando algumas por MSN.

  2. Sa

    Veja bem, primeira barreira vencida. Se vc começou a escutar e gostou, estou alguns (muitos??) passos mais perto de arrumar um companheiro de trance… 😉
    Garanto que não irá de arrepender. O clima da festa é, no mínimo, contagiante; e em nada se parece com micareta (pelo menos as daqui de BH) e com aquele monte de brutamontes te puxando pelos cabelos. Se bem que vc nem corre mais esse risco né, agora que cortou as madeixas!! 🙂

    “Podem nos chamar de loucos mas se nossa música não tem letra há uma razão.
    Nossa língua é a única e verdadeiramente universal
    Não fala de amores amargurados
    Não se trata de um samba carregado de tristeza
    Não expressa sonhos e aspirações futuras.
    NADA DISSO!!! Então entenda… Nossa música não tem letra pq deixa soar e se propagar unicamente o presente, aquele presente livre de aflições egoísmo posse… Se tudo que podemos viver é o segundo imediato como fazem os recém natos ainda aprendendo a estabelecer conexões simpáticas, estamos livres, puros e… Felizes! É essa música que você julga sem sentido?
    Será que nós somos os loucos? Nós que na nossa tribo, em nossa meditação que vara as madrugadas e permite os céus que mudem de cor, nós sem falar mal algum a ninguém apenas celebrando e festejando o fim de toda hipocrisia a nós mesmos? O que queremos, nós loucos, é apenas voltar as origens, ao cosmos, ao nosso próprio corpo, a mãe natureza, ao útero…
    Nossa musica diz tudo sem falar nada…”

    ou então…

    “Já se sentiu como se você tivesse total controle sobre seus sentidos? E todos eles fossem totalmente apurados de modo que você pudesse ouvir melhor, ver melhor, sentir melhor? Entrar em transe, independente de drogas, onde todas as pessoas são felizes e naquele momento não existe dor, nem fome, nem inveja, nem tristeza e todos os sentimentos ruins do mundo ficassem do lado de fora e que apenas um estilo de música pudesse fazer isso… Você pode imaginar um lugar onde todas as pessoas estão numa mesma vibração, onde uma só batida pode fazer com que o mundo seja outro, onde as pessoas se gostam e se divertem como nunca…Se um dia você conseguir imaginar um mundo onde todas as pessoas fossem felizes e não houvesse coisas ruins, nesse mundo só tocaria TRANCE e se chamaria RAVE!” 🙂

  3. Tomás

    Tratamento de choque.

    Melhor forma de ingressar nesse mundo: ir em um destes festivais que duram, no mínimo, uns 4 dias. Pode crer que vc vai voltar de lá até achando divertido e sentindo falta. hahaha

  4. Marcelo

    Amigo… trance eh de longe a melhor vertente da musica eletronica (vc esta ouvindo isso de alguem que adora musica classica, ok) mas por favor, nao confunda TRANCE (trance europeu) com PSYTRANCE (trance psicodelico)… eh muuuito diferente! Eu curto PSY (psytrance( tambem, mas se vc ouvir produtores como PAUL VAN DYK, TIESTO, ARMIN VAN BUUREN, vc vai mudar seu conceito sobre musica eletronica… vai entender que existe eletronico e eletronico, da mesma forma que existe rocks e rocks… perceba q musica eletronica nao eh apenas `batida`! Depois me diga oq achou 😉 (marcelo@mmidia.com)

  5. CrD

    Bem esclarecida as vertentes da eletrônica Marcelo… gostei muito de sua clareza… Sou muito fã do Paul Van Dyk e do Tiesto e podemos ver claramente as diferenças do trance ou eletrônica e até mesmo do psy quando sentimos a batida dela…

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