6 de julho de 2006 Felipe

Chegar em casa é bom…

… ainda mais depois de uma verdadeira jornada. A viagem, como disse, começou às duas da manhã, hora de Londres, quando peguei o trem para o aeroporto. Na estação, adolescentes, saídos de uma formatura ou festa de 15 anos, completamente embriagados e carimbando o chão da estação com marcas do excesso de bebida da festa. Cheguei em Gatwick para mais um chá de aeroporto, dessa vez de “somente” três horas. Eu descobri nessa viagem que as salas de embarque dos aeroportos europeus costumam ser mais divertidas e movimentadas que o saguão. Com exceção do aeroporto do Porto e o EuroAirport, que são completamente chatos.
Voltando ao caso, o vôo para Lisboa obviamente atrasou para sair. A TAP preza pelo atraso, só pode. Atraso que salvou minha vida, porque cheguei em Lisboa em cima da hora para embarcar pro Rio. Só que o vôo atrasou outros 40 minutos, culpa de outros vôos atrasados da companhia que carregavam passageiros de conexão, tipo eu.
A tripulação era a mesma da ida. Os mesmos comissários falantes e a mesma aeromoça mal-educada. Do meu lado, uma menina franco-brasileira, com seus 18 anos, grossa até dizer chega. Tudo que eu precisava pro meu retorno. Viagens diurnas são puro tédio. Além do sol de rachar, as poltronas são pequenas, o que torna a tentativa de tirar um cochilo muito difícil. Quando fechava os olhos, minha amiga franco-tupiniquim levantava a janelinha, jogando sol na minha cara. A questão é: em uma viagem de dez horas que a altitude de cruzeiro é de 36 mil pés (12 km), bem acima das nuvens, porque razão você subiria a janelinha? Pra ver a paisagem que não é! Além disso, nossa amiga esbravejou com a menina da poltrona de trás, uma austríaca linda que não entendia uma palavra de português. Além disso, pedia comida só pra reclamar, além de cometer o maior vacilo de todos. Ela tem dupla nacionalidade, logo tem dois passaportes. Mas ela entrou com o passaporte francês. Burra. Pegou fila maior, preencheu mais papéis e certamente teve mais stress.
Depois disso tudo, mais quatro horas no aeroporto do Rio e mais um atraso. A aeronave da TAM estava em manutenção. Não sei se chorava ou ria. Mas embarcamos e chegamos. Foi muito bom ver BH à noite e depois de 26 horas de viagem.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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