14 de junho de 2006 Felipe

Quando o "estrombo" doeu

Às vezes temos que fazer cagadas (literais) para aprendermos algumas coisas. Mesmo sendo dotado de um estômago de avestruz, sofri para me adaptar as diferentes cozinhas locais, dado o curto espaço de tempo das minhas estadas. Os casos mais graves, no entanto, aconteceram aqui em Freiburg.
Primeiro, logo após o jogo da Alemanha, na sexta, senti pontadas horríveis na barriga. Se não tivesse completo domínio sobre meu estômago e, mais importante, sobre o complexo sistema de fechaduras da residência de Celso Martinez, o resultado teria sido catastrófico.
O segundo caso foi mais grave. Na segunda, senti febre, fraquezae fui pra casa. Achei que era calor, mas estava enganado. Em pouco tempo, estava morando dentro do banheiro. Pouparei detalhes mais sórdidos, mas após uma rápida ida ao hospital, foi diagnosticada uma infecção estomacal, de modos que minha dieta até hoje era composta de água, chá preto, biscoitos de sal e repouso. Não aguentei e queimei etapas, ontem mesmo já comia banana e sopa, porque sobreviver de palitinhos de sal é crueldade. Amanhã mesmo já volto pra dieta alemã: salsichas, kebabs e etc.
Tudo para se preparar pra Munique…

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (4)

  1. Ju

    Pra mim …esses detalhes já são um tanto quanto sordidos enfim…amigos são pra isso né…compartilhar cagadas ,burradas e outras “adas” mais…
    Daí vc vai pra onde?
    Tá adorando tuuuudo?
    Meu aniversário ta chegando…presentes serão bem vindos!!!!
    beijoca
    ps:parei com a dança…
    como diria “alguém”: “uma muher traida e abandonada”…faz coisas que que ninguém pode imaginar!!!
    ps:não!!!…meu namoro continua numa boa…tranquilo,joia!

  2. Gomides

    vale a pena comentar a ida ao hospital com o Sr. Mayhem.

    pudemos presenciar, juntos (Mayhem, pálido, com tremores intermitentes; eu, concentrando-me para fazer uma traducao minimamente fidedigna), o mais veloz diagnóstico da história médica.

    antes de entrarmos, eu, idiota, pergunto: posso acompanhá-lo, doutor? ele nao fala alemao.

    e ele, ácido: ora, meu amigo. voce tem que acompanhá-lo…

    Dr. Kerk, completamente alemao, apalpa o estomago de Mayhem. após duas ou tres pressoes, ele solta, austero: “ah! infeccao estomacal”.

    e, logo em seguida, comecou a ditar a dieta que o leito envenenado teria de seguir.

    mayhem, panca à mostra, deitado sobre a maca asseada do Dr. Kerk, tenta decifrar os dizeres teutonicos do médico germanico. eu, esforco-me para captar tudo o que diz o homem.

    ao fim, mayhem, padecendo das dores gastrointestinais, senta-se na sala de espera. a secretária pergunta: voces sao brasileiros? sim, somos, minha senhora. e ela: “nossa, adoro o Juanes, ele é brasileiro, né?” eu: “nao, minha senhora, ele é de algum país sul-americano”. e ela: “nossa, eu adoro o Juanes. escuta só essa música (a qual toca no rádio)”.

    aí, nao pude evitar: “pois é, como a senhora ve, ele canta em espanhol”. e a simpática chucruta: “ora, mas nao se fala espanhol no Brasil?”

    fomos pra casa. no dia seguinte, elaboramos uma teoria radical: quem nao sabe qual língua é falada no Brasil, é burro.

  3. Pilar

    Adorei o comentário do Gomides! E como mãe só posso agradecer o serviço de tradutor e acompanhante do leito enfermo…E quem é Juanes??

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