7 de junho de 2006 Felipe

De ontem

Hoje, pelas minhas contas, chego na metade da minha viagem. As notícias andam escassas porque estou flanando bastante pela cidade e chegando em casa morto. Adicionalmente, o teclado francês é dos piores possíveis. Eles simplesmente trocaram as letras de lugar, o “W” pelo “Z”, o “M” pela vírgula, dentre outras bizarrices. Quando mudo a configuração e coloco teclado brasileiro, perco a interrogação.
Enfim, hoje conheci Montmartre e sua basílica. Lá foi o centro dos artistas e escritories, Picasso e Dalí inclusive moraram lá. Hoje é apenas um bairro bacana da cidade. Talvez o único local de Paris onde exista um morro. De lá, uma viagem de metrô até a Place D’Italie. Tentamos fazer algumas compras, mas o comércio local não ajudou. Almoço num fast-food chinês (estranho). Em seguida, acompanhei Mariana até um dos lugares mais incríveis que já vi. Um amigo de seu pai trabalha como museógrafo (fez inclusive o Museu de Artes e Ofícios em BH). Fomos visitá-lo em seu loco de trabalho parisiense.

É um museu construído por um cara milionário, que coleciona várias peças de parques de diversões e resolveu criar um lugar pra eles. Ele não é aberto ao público, mas pode-se no entanto, alugá-lo para eventos. São enormes salões com cavalos (vários), carrosséis, palhaços, brinquedos e etc. O ponto alto é uma animação onde são projetadas algumas imagens em desenhos na parede. Não bati fotos e precisarei de muitas linhas pra descrever. Só a minha cara de bobo dizia tudo. Pierre mostrou orgulhoso a animação.

Algumas coisas ainda me fascinam aqui. Primeiro a civilidade e a segurança. Acho que as coisas funcionam porque as pessoas tem noção de como viver em sociedade. Algumas atitudes simples, como ficar dolado direito da escada rolante, liberando o esquerdo pra quem tá com pressa, ou não sentar nos bancos “retráteis” do metrô nos horários de pico. Furar uma fila ou andar de metrô sem pagar parece ser incrivelmente fácil, mas ninguém o faz. Além de poder andar na rua com a quase certeza de que não serei assaltado.
Ah, para os fãs, a vendinha do filme “Amelie Poulain” fica em Montmartre.

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (4)

  1. Que lugar incrível!!! Só pela sua pequna descrição já fiquei encantada. Pena não ser aberta ao público. Quanto à Amelie Poulain, se tiver oportunidade com certeza faria um tour baseado na cenografia do filme, principalmente em Lion.

    Beijos

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