13 de dezembro de 2005 Felipe

Colação

Sexta e sábado estive envolvido nos eventos de graduação de um velho amigo. Infelizmente, o cara resolveu virar advogado. Pra começar, já disse, as colações que não são de seus familiares poderiam ser classificadas como eventos humanitários. Leve em consideração o número de formandos, o atraso, a duração e os discursos. Tudo em suas devidas proporções épicas. Primeiro, o conhecido Chevrolet Hall. 140 formandos realmente precisam de um lugar grande assim. Cheguei às 21:00 e só tinha perdido o hino nacional. Mas a melhor parte, sem dúvida, foram os discursos. Todos eles. Advogados, em sua maioria, sofrem com a falta de objetividade. Os paraninfos devem ter uma versão exclusiva de “Discurso for Dummies”, da tradicional série de livros. Nunca ouvi tantos clichês de fim de curso reunidos em um só lugar. “Escolham três palavras e as persigam por toda a vida” também mereceu destaque. O paraninfo escolheu “objetividade”, “simplicidade” e “honestidade” (falso igual nota de três reais). Eu escolheria outras. Bem diferentes.
No entanto, o baile, sábado, foi o oposto. Alucinante como um baile de formatura deve ser. Com direito a segurança sendo vorazmente possuído por uma convidada e conforme me disseram ontem, uma corrida de cuecas, às seis e pouco da manhã.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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