13 de novembro de 2005 Felipe

Maria Rita

Para um Chevrolet Hall metade cheio, Maria Rita apresentou o show do seu segundo CD. Indiferente pra mim, que conhecia alguma coisa do primeiro disco e nada do segundo. Aliás, só fui lá porque recebi convites relevantes e acabei ganhando o ingresso. De quebra, foi a primeira vez que assisti um show dela. Talvez por merecer um Palácio das Artes, não foi nada excepcional. Ela é extremamente performática, gesticula muito, encarna personagens. A banda também não deixa a desejar, longe disso. É extremamente redonda e concisa. As composições e arranjos dos dois discos são muito parecidas. Infelizmente, ela forçou a barra tocando “Minha Alma” do Rappa. Mas se redimiu, com uma interpretação bacana de “Todo Carnaval Tem Seu Fim”.
Ela comandou também dando um tapa de luva no Chevrolet Hall. Dirigiu-se ao público que estava nas arquibancadas e disse: “Me desculpem se não estiverem vendo todo o palco. São os sacríficios pra gente tocar aqui”. Pois é, em uma próxima vez que a senhora se apresente no Palácio das Artes. 😉

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

Comments (3)

  1. Eu fui ao show dela no Canecão.
    Me impressiona como ela gesticula igualzinho a mãe.
    A minha mãe então, que acompanhou e muito a carreira da Elis, ficou impressionadíssima.
    Quem ouviu o primeiro cd, tem a sensação de já ter ouvido o segundo.
    Até que não achei tão mal ela cantando O Rappa. Melhor do que a música que ela canta com eles no acústico MTV.
    Enfim, gosto de “Conta Outra” e só.
    Ah, e espero que ela tenha tirado o lenço da cabeça, é uó.

  2. Isabela

    peraí, felipe! a minha alma foi a melhor parte do show! interpretação super forte, o arranjo ficou ótimo, que isso! vc tá delirando! e todo carnaval tem seu fim ficou horrível! muito melhores foram santa chuva e despedida, que também é do camelo e uma das melhores do disco novo. o disco novo não é tão bom quanto o primeiro, principalmente na escolha do repertório, que era todo rico no anterior, e tem musiquinhas bem fraquinhas neste. no palácio das artes o show é infinitamente melhor, pq o som de lá é infinitamente melhor. quanto ao do chevrolet, foi curto demais. mas sempre vale a pena. e o vestido dela estava maravilhoso!!! rs bjo

  3. Com bastante atraso, cá estou.

    Maria Rita em seu primeiro CD é uma cópia de sua lendária mãe. (É óbvio.) Tom Capone também esteve lá e – como sempre – fez tudo dar certo do início ao fim. Impecavelmente bem produzido. Era fácil – naquele momento – Maria Rita dar certo. Ela é filha de uma das maiores intérpretes do país. Pela novidade, já valeria. E foi o que houve. Maria foi Elis e hoje – escutando o Segundo – isso fica muito claro. No seu Segundo, Maria Rita não perde as amarras, mas chega perto de ser ela mesma. A meu ver, uma boa cantora como outras tantas. Uma bela voz, como tantas outras. Mais óbvia e, às vezes, irritantemente performática, Rita surgiu mais sincera e, por isso, menos interessante. Ela, quando se encontrar com ela mesma, poderá ser uma das grandes surpresas musicais. Espero realmente que o Terceiro marque isso. O 1º: Elis. O 2º: Um pouco de Maria Rita. E o 3º: Enfim, Maria Rita. Meus aplausos para “caminho das águas”, “casa pré-fabricada” e “despedida”. Em contrapartida, as canções de Jorge Drexler e O Rappa não poderiam ter sido mais inapropriadas. Tudo é válido. E espero que realmente o seja. Porque mais burrice que cantar “minha alma” seria desperdiçar aquela voz. Que fique bem claro: de Maria Rita e não Elis Regina.

    Fê, porque a gente sabe das coisas. (rs.)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *