16 de março de 2018 Felipe

SXSW 2018 (e sobre as mudanças)

Eu sempre fico pensando se conseguimos perceber as nossas mudanças ou só nos damos conta quando as pessoas falam conosco. E eu realmente não tenho respostas pra isso. Do meu lado, preciso parar para olhar que mudei. De repente é um “Ó! Não acredito que fiz isso”.

Esse parágrafo pode parecer fora de contexto, especialmente falando do SXSW, mas não se enganem. Tem tudo a ver. Essa terceira vez em Austin me mostrou que eu estou mudando, chegando mais perto daquilo que eu gostaria de ser.

E tem a ver com exposição controlada ou não ter medo de mostrar o quem eu sou e o que eu faço. Em 2018, eu e o Marcos encaramos essa ida como um investimento de fato. Estar em Austin foi um investimento para a marca, foi um investimento e uma oportunidade de crescimento pessoal. Foi um plano ambicioso, pelo menos do ponto de vista de cobertura e conteúdo do evento. E foi um ponto de alerta: não dá para abraçar o mundo com quatro braços. Fomos até o nosso máximo, até a bateria acabar. Fizemos 10 transmissões ao vivo e mais seis vídeos com resumos do dia, além de twitter e instagram stories. Além das anotações e fotos. Além do material que vai ser compilado e que vamos utilizar ao longo do ano. Além dos projetos que deixamos em São Paulo. Vamos publicar muita coisa sobre o que vimos no SXSW, fiquem ligados.

Esse foi o ano mais produtivo para conhecer pessoas. Muitas iniciativas legais, muitas conversas boas, muita gente interessante. E para isso, tivemos que nos desdobrar. E, por várias vezes, eu precisei enfrentar reuniões sozinho. Eu achava que não era capaz de fazer isso. Pois sou e não acho que fiz feio. Fiz reuniões em português e inglês, conheci gente em português e inglês, foi um estouro total. Obviamente, negócios e projetos não são fechados em uma reunião somente, mas foi reconfortante ver como evoluí nesse sentido.

18.3 foi pra conta. Eu e o Jeremy Thiel, head coach do Crossfit Central.

Também encarei a experiência de ir a um box de crossfit no exterior. (Sim, eu faço crossfit!) Tudo para fazer o 18.3, um dos exercícios do Open, que é a classificatória para o Crossfit Games. É óbvio que não vou participar do mundial, mas levar a sério o esporte e perder a vergonha eram os objetivos principais. Agendei minha ida ao Crossfit Central, conheci pessoas incríveis lá e fiz o workout. Fiz mal, mas fiz.

Também resolvi sair da zona de conforto conhecendo outras áreas de Austin. Saí dos limites do centro – O Rio Colorado ao sul e a I-35 à leste. Fomos até à South Congress comer comida mexicana, fomos até a East 7th conhecer um restaurante, ouvir a banda do motorista do Uber que nos pegou no aeroporto e, em outro dia, ouvir música country.

Pessoas dançando ao som de uma banda de música country.

Country no White Horse

Para terminar, eu queria fazer dois agradecimentos públicos, já que essa aventura só foi possível por conta de duas pessoas: Carol e Caco. Cada um na sua frente.

A Carol é a pessoa mais incrível para a logística de casa continuar fluindo. Sacrificou parte do seu tempo para tomar conta de Olívia e Amora, nossa dupla dinâmica de whippets, me deu tranquilidade quando as coisas apertaram. Parceria e amor fazem parte disso tudo e tudo é lindo dessa forma.

Se a gente fizesse uma analogia com a Apollo 11, o Caco seria o nosso Michael Collins. O cara que ficou na base, garantindo que os projetos em São Paulo continuassem correndo da melhor forma possível e que nada ficasse descoberto. Não que eu e o Marcos sejamos Neil Armstrong e Buzz Aldrin, mas conseguiram entender, né?

Austin que nos aguarde em 2019!

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.