23 de outubro de 2017 Felipe

A volta de Abu Dhabi

Eu e a WorldSkills no deserto

Do embarque em São Paulo até o jantar de confraternização, foram 12 dias peculiares em Abu Dhabi.

E depois da saga do Visto de Entrada para os Emirados Árabes, fica fácil imaginar a minha felicidade quando meu passaporte foi carimbado e entrei no país. Felicidade ainda maior quando revi todos os meus amigos da WorldSkills logo que cheguei no centro de convenções. Todos, sem exceção, me deram abraços afetuosos. Esse que vos escreve tem o coração mole e isso conta demais.

O fato é que eu pude aproveitar muito mais a WorldSkills Abu Dhabi 2017. Também acho que minhas habilidades foram mais aproveitadas também. Já ter feito uma Competição no lado mais tenso possível, o de Comitê Organizador, deixa as coisas mais fáceis, isso é verdade. Mas, outras coisas ajudam: a experiência, a maturidade, a pressão menor exatamente por estar do outro lado da moeda.

No time de Comunicação, trabalhei com um grupo absolutamente sensacional de pessoas, de todas as partes do mundo: Da Nova Zelândia ao Canadá, passando por Austrália, África do Sul, Namíbia, Alemanha e Estados Unidos. Todos nós trabalhando nos Emirados Árabes Unidos. É a prova fundamental de que diversidade e multiculturalismo eliminam os pontos cegos no ambiente de trabalho.

Fazer esse evento no Oriente Médio é também uma prova prática do multiculturalismo. Abu Dhabi é uma cidade única, peculiar. No seu calor, na sua umidade, na comida, no povo. Eu não esperava nada de lá, somente o desconhecido. Voltei impressionado, com muitas pontas soltas de pensamentos que serão unidas e compartilhadas em breve.

Pra terminar, eu queria falar, de novo, dos que dividiram esses dias comigo. Acho que são essas pessoas que fazem esse evento ser tão legal. Foi muito bom poder rever a turma que trabalhou em 2015, foi ótimo conhecer uma turma nova, dividir um assento do ônibus, uma cerveja depois do trabalho, ou um café no meio da labuta. Até ficar desconfortável com o idioma e saber me virar com isso acaba sendo bom. Pra quem vive em uma luta de espadas com a autoestima, dá um orgulho danado saber que quem eu sou e o que eu faço me dão essas oportunidades.

Andar pra frente, né. É importante. 🙂

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Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.