25 de dezembro de 2007 Felipe

Boletim 1

O vôo

Só para reclamar de algo óbvio: malditos teclados italianos que também não tem acentos do português brasileiro.

Enfim, chegamos ontem em Malpensa, após 11 horas de viagem. Atrasamos um pouco para sair, por conta da duplicidade de assentos no vôo da TAM. Uma senhora também estava com mesmo assento que o meu, e um judeu com três crianças e sua mulher estavam com o assento da minha mae. Após alguns minutos de indecisão, eu e mamãe fomos promovidos para a classe executiva. Ao que parece, o judeu também teve essa regalia, porque ele tambem por lá com toda sua trupe.

É impressionante como o tratamento na executiva é diferente. Possibilidade de escolher jantar, vinho e o escambau. A poltrona tambem é consideravelmente melhor, o que permitiu mais e melhores horas de sono.

Pousamos às 9h50, passamos sem problemas pela imigração (nada como ter mãe ao seu lado). Na cabine ao lado, um oficial da imigração italiana lutava para perguntar meia dúzia de coisas para a brasileira, que não entendia nada de italiano e não falava inglês. Ela falava que o namorado estava esperando ela lá fora e o oficial então resolveu levar ela até a porta do desembarque pra ver se o tal cara aparecia.

Se o cara realmente estava lá ou se ele existia eu não sei, mas Tutu estava nos esperando. Muitíssimo bem adaptada ao clima italiano, por sinal.

Malpensa-Bologna

Existe uma animação em flash bastante popular que mostra a diferença entre os italianos e o resto da Europa. Em determinado ponto, é comparada a sinalização. As européias extremamente claras e as italianas confusas, com direções diferentes para o mesmo destino. Devo dizer que isso é verdade. Pegamos o carro – um simpático Fiat Panda – no aeroporto e virmos até Bologna. Só para sair do estacionamento foram uns cinco minutos, depois rodamos mais uns 20 km na direção errada. Quando achamos a direção certa, estrada A4 sentido Milão, fomos surpreendidos com um desvio, sem nenhuma indicação de como voltar pra estrada.

Outra coisa verdadeira é a maneira que os italianos dirigem na estrada. Quando Lisboa até Madrid de carro, saquei que todos andam muito rápido, mas de maneira ordeira. Mesmo aos 130km/h, era recomendável ficar na direita, porque vez ou outra passava alguém muito mais rápido. Aqui é assim também, mas eles cortam e costuram feito malucos.

De qualquer maneira, chegamos bem em Bologna, que fica a 200km de Milão. Nos instalamos, jantamos, dei uma pequena volta pra ver a cidade e nos preparamos para a ceia.

Amanhã falo do Natal e do dia de hoje. Amanhã aliás é dia de viagem.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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