15 de junho de 2006 Felipe

Brasil, brasileiros, os chucrutes e a Copa

Antes de chegar em Freiburg, inocentemente pensava que a comunidade brasileira na cidade se resumia ao Gomides e uma meia-dúzia de três ou quatro pessoas. Ledo engano. Tem brasileiro demais aqui e bastou um jogo da seleção pra provar isso. Na terça, ainda enfermo, Resolvemos assistir ao jogo no El Bolero, reduto latino de Freiburg, junto com os outros brasileiros. Só que, infelizmente, a impressão que deixaram não foi das melhores. A galera confundiu diversão com baderna. Primeiro, um grupo de 30 pessoas, os caras todos jovens, estilo pagodeiros. As mulheres, quarentonas com cabelos imensos presos em bonés, bundas imensas em calças justíssimas, deixando os velhotes germânicos completamente malucos. Em determinado momento, uma delas, com a boca similar à do Ronaldinho Gaúcho, chega e solta: “Isso aqui tá muito desanimado, vou tocar um pandeiro pra animar isso aqui”. E começa a cornetar o pandeiro no nosso ouvido. Foi disso pra pior.
O curioso foi ver que os chucrutes torcem mais pro Brasil do que para eles próprios. Infelizmente (para eles) a recíproca não é verdadeira. Ontem vimos o jogo no Eschholzpark, parque da cidade onde foi montado um telão. Chegamos tarde e ficamos do lado de fora, na frente de um grupo animado de dez polonesas e dois caras. Fomos contagiados pelo “Polska! Polska!” e em poucos minutos já consideramos a hipótese de adquirir um passaporte polonês. Só que deu Alemanha e aí vimos uma festa na cidade digna de título, só pra pagar minha língua. Eles estavam impossíveis. Fazendo verdadeira festa nas ruas dessa pacata e bela cidade.

Rapidinho sobre a Copa: O time da Alemanha é de doer. O ataque da Polônia desanima qualquer um também. Fernando Torres é o pior atacante da Espanha. Ele é uma espécie de Óseas, aquele que jogou no Cruzeiro, mas bonitinho. Erra todos os passes, perde todas as bolas, mas faz gol. Ronaldo, coitado, nem isso. Espero que seja uma má fase. O camisa nove merece respeito.

Amanhã preciso de falar sobre o Jackson Pollock Bar, o lugar mais bizarro de Freiburg.

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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