26 de maio de 2006 Felipe

El Sol

Depois de colocar os pés na água, tinha finalmente chegado a hora de se jogar na noite madrilenha. Eis que, seguindo as indicaçoes de Ivan, caímos na El Sol, tradicional casa local. Em uma comparaçao rasa com similares belohorizontinos, seria um misto d’A Obra com Up Bar e Matriz. Chegamos para o segundo ato, a boate. O primeiro, o show de rock, havia terminado, o público já tinha saído e a galera nova chegava.
Resolvemos encarar. Pagamos os oito euros da entrada (com uma bebida por conta da casa) e descemos. Já eram duas da manha e estava vazio. Aos poucos a casa foi enchendo. Um zoô humano. A começar pelos garçons, putos. Cavanhaque fino, anéis de caveira nos dedos, munhequeiras pretas e maestria na arte de dar idéia para as mulheres. Além deles, em uma proporçao aproximada de cinco homens pra cada cara, haviam dois jacus brasileiros, tiozoes solteiros, algumas gordinhas metal, pseudo-cults, cults, gays, mulheres solteiras, um gordo de colete e duas alemas, amplamente assediadas.
As duas dominavam o local. Provavelmente saíram de lá mais bêbadas que todos os caras juntos e sem gastar um euro. Os cinco ou seis sujeitos que se aproximavam delas, vinham com bebidas. Elas bebiam, dançavam e vazavam.
Depois de 3 Heinekens, uma cuba libre e 26 euros mais pobre, demos a noite por encerrada. Dizem que após as boates, os espanhóis vao apra os after-parties, que se extendem das 6 âs 10 da manha… Por isso que tudo aqui abre tarde. 🙂

Felipe

Jornalista mineiro que mora em São Paulo. Interessado em fotografia, comunicação, esportes, música, mobilidade e bicicletas.

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